Yasmin Brunet perde 15 kg após tratamento do lipedema e acende alerta para doença que afeta milhões de mulheres

(Imagem: Internet)
Saúde
Por: Redação

A recente revelação da modelo e influenciadora Yasmin Brunet, que perdeu cerca de 15 quilos após iniciar o tratamento do lipedema, trouxe visibilidade a uma doença crônica, inflamatória e progressiva que atinge principalmente mulheres e ainda é frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquidos.

O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura, geralmente nas pernas, quadris e braços, acompanhado de dor, inchaço, sensibilidade ao toque e facilidade para hematomas. Segundo especialistas, o diagnóstico tardio é um dos principais desafios, já que a condição ainda é pouco conhecida, inclusive por parte da população feminina.

Para a esteticista e cosmetóloga Amanda Dias, o caso de Yasmin tem um papel fundamental na conscientização. “Quando uma figura pública fala sobre o lipedema, ela ajuda milhares de mulheres a se reconhecerem nos sintomas e a entenderem que não se trata apenas de estética, mas de saúde”, destacou.

Amanda explica que o lipedema não tem cura, mas pode ser controlado com acompanhamento adequado e tratamentos específicos.

“O tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir terapias manuais, tecnologias estéticas, mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico. O objetivo é reduzir dor, inflamação e melhorar a qualidade de vida”, ressalta a esteticista.

A especialista ressalta que o emagrecimento relatado por Yasmin não está ligado a dietas restritivas comuns. “Muitas pacientes relatam frustração porque fazem dieta e atividade física, mas o volume corporal não reduz. Quando o lipedema é tratado corretamente, o corpo responde melhor e os resultados aparecem, como vimos no caso da modelo.”

Além dos impactos físicos, o lipedema também afeta profundamente o emocional das pacientes. “Estamos falando de mulheres que convivem com dor, julgamento estético e baixa autoestima. O diagnóstico traz alívio, porque finalmente elas entendem que não é falta de esforço, e sim uma condição clínica que precisa de cuidado”, reforça a profissional.

O caso de Yasmin Brunet testifica a importância da informação, do diagnóstico precoce e do tratamento especializado, abrindo espaço para um debate mais amplo sobre saúde feminina e doenças invisibilizadas.

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