PapoLab democratiza o audiovisual, em Serra, com apoio do FIC

Iniciativa do Coletivo Bigode Produções ensina a criar, gravar e editar vídeos usando celular; o coletivo é um dos selecionados pelo 3º Chamamento Público do FIC. (Foto: Merkato)
Terceiro Setor
Por: José Salucci – Jornalista

Serra – O Jornal Merkato segue com a cobertura especial do 3º Chamamento Público do Fundo de Investimento Comunitário (FIC). Na série que apresenta os 13 projetos aprovados, o destaque de hoje é o Coletivo Bigode Produções. Com o projeto “PapoLAB 2026”, o grupo leva o universo do audiovisual para São Diogo, em Serra, transformando o celular em uma ferramenta profissional de criação.

Ao todo, 12 participantes terão a chance de aprender, na prática, como criar e editar conteúdos no PapoLAB. Segundo uma das integrantes do Coletivo, a produtora cultural, Lorena Rebello, o objetivo é colocar a mão na massa. Para ela, o PapoLAB “[..] é um laboratório de audiovisual que propõe encontros de formação e criação coletiva”.

Exibição de filme no Cine Queimado, em setembro de 2025, seguida de um bate-papo com os participantes. (Foto: Divulgação)

Da ideia a anotação

A metodologia do projeto é simples e direta, pensada para quem quer ver o resultado na tela. Lorena explica que o aprendizado “[…] parte da conversa sobre a linguagem audiovisual, do desenvolvimento das ideias no papel e avança para a prática: gravação, direção, atuação e edição”.

O grande diferencial aqui é derrubar barreiras. O projeto resolve um problema antigo: o acesso. Para muitos alunos, essa será a primeira oportunidade de deixar de ser apenas consumidor de conteúdo para se tornar um realizador.

Para a equipe — composta por Lorena Rebello (oficineira), Talita Santos (assistente de produção) e Eduardo Couto (parceiro de trabalho) — o sentimento ao ser aprovado no FIC, é de dever cumprido e reconhecimento de um trabalho bem feito!

Da esquerda para a direita: Robson Melo, presidente da Fundaes, ao lado de Lorena Rebello, que segura a placa de homenagem do FIC, acompanhados por Talita Santos e Eduardo Couto. (Foto: Merkato)

O nascimento do “Coletivo Bigode Produções”

A história do Bigode Produções é recente, mas intensa. Tudo começou em agosto de 2025 com o projeto “Papo de Cinema”. A ideia de fazer curtas-metragens com o que se tem no bolso deu tão certo que inspirou o nascimento do PapoLAB.

A motivação da Lorena sempre foi clara: “O desejo de reunir pessoas interessadas em se expressar por meio da linguagem do audiovisual […]”. Ela reforça que o foco também foi movimentar a cena artística e cultural no território em que ela cresceu e reside, criando espaços de troca, experimentação e criação coletiva.

Os encontros aconteceram no Centro Cultural Eliziário Rangel (espaço parceiro do Coletivo Bigode Produções). “Foi nesse contexto que realizamos encontros formativos e a mostra final no Cine Queimado, sala de cinema do Centro Cultural, inaugurada em março do mesmo ano”, narrou.

Roda de bate-papo com os participantes, como parte das atividades de apreciação audiovisual do projeto. (Foto: Divulgação)

Salto para a profissionalização

Agora, o apoio do FIC, realizado pela Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo (Fundaes), representa um novo capítulo.

Para Lorena, o apoio é um divisor de águas que garante segurança jurídica e organização. É a chance de profissionalizar o sonho e garantir que a arte continue vibrante na comunidade de São Diogo e adjacências.

Inscrições abertas para o PapoLAB até o dia 30/04 – Clique, aqui.

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