Terceiro Setor
Por: José Salucci – Jornalista
Serra – O Jornal Merkato segue com a cobertura especial do 3º Chamamento Público do Fundo de Investimento Comunitário (FIC). Na série que apresenta os 13 projetos aprovados, o destaque de hoje é o Coletivo Bigode Produções. Com o projeto “PapoLAB 2026”, o grupo leva o universo do audiovisual para São Diogo, em Serra, transformando o celular em uma ferramenta profissional de criação.
Ao todo, 12 participantes terão a chance de aprender, na prática, como criar e editar conteúdos no PapoLAB. Segundo uma das integrantes do Coletivo, a produtora cultural, Lorena Rebello, o objetivo é colocar a mão na massa. Para ela, o PapoLAB “[..] é um laboratório de audiovisual que propõe encontros de formação e criação coletiva”.

Da ideia a anotação
A metodologia do projeto é simples e direta, pensada para quem quer ver o resultado na tela. Lorena explica que o aprendizado “[…] parte da conversa sobre a linguagem audiovisual, do desenvolvimento das ideias no papel e avança para a prática: gravação, direção, atuação e edição”.
O grande diferencial aqui é derrubar barreiras. O projeto resolve um problema antigo: o acesso. Para muitos alunos, essa será a primeira oportunidade de deixar de ser apenas consumidor de conteúdo para se tornar um realizador.
Para a equipe — composta por Lorena Rebello (oficineira), Talita Santos (assistente de produção) e Eduardo Couto (parceiro de trabalho) — o sentimento ao ser aprovado no FIC, é de dever cumprido e reconhecimento de um trabalho bem feito!

O nascimento do “Coletivo Bigode Produções”
A história do Bigode Produções é recente, mas intensa. Tudo começou em agosto de 2025 com o projeto “Papo de Cinema”. A ideia de fazer curtas-metragens com o que se tem no bolso deu tão certo que inspirou o nascimento do PapoLAB.
A motivação da Lorena sempre foi clara: “O desejo de reunir pessoas interessadas em se expressar por meio da linguagem do audiovisual […]”. Ela reforça que o foco também foi movimentar a cena artística e cultural no território em que ela cresceu e reside, criando espaços de troca, experimentação e criação coletiva.
Os encontros aconteceram no Centro Cultural Eliziário Rangel (espaço parceiro do Coletivo Bigode Produções). “Foi nesse contexto que realizamos encontros formativos e a mostra final no Cine Queimado, sala de cinema do Centro Cultural, inaugurada em março do mesmo ano”, narrou.

Salto para a profissionalização
Agora, o apoio do FIC, realizado pela Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo (Fundaes), representa um novo capítulo.
Para Lorena, o apoio é um divisor de águas que garante segurança jurídica e organização. É a chance de profissionalizar o sonho e garantir que a arte continue vibrante na comunidade de São Diogo e adjacências.
Inscrições abertas para o PapoLAB até o dia 30/04 – Clique, aqui.
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