Capixabão 2026: Serra estreia com empate em 0 a 0 contra Rio Branco

Cobra-Coral dominou o primeiro tempo com ataques eficientes, mas parou no goleiro Fernando Henrique; segunda etapa foi marcada por falta de técnica e carência de criatividade. (Foto: Gil Lopz)
Esporte
Por: José Salucci – Jornalista

O atual campeão capixaba da Série B contra o atual campeão da Série A fizeram o jogo de abertura da primeira rodada do Capixabão 2026. Para quem apostou todas as fichas na vitória do Capa-Preta, errou feio! O Merkato esteve na cabine de transmissão do estádio Salvador Costa e conta os detalhes.

O empate em 0 a 0, na noite de ontem (13), deixou na torcida do Serra aquele misto de “podíamos ter vencido”. Isso porque, no primeiro tempo, a Cobra-Coral foi para cima com três botes certeiros que obrigaram o goleiro Fernando Henrique a se destacar e assegurar o placar zerado.

A pressão começou com Dandan, aos 20 minutos, soltando um balaço dentro da área e forçando Fernando Henrique a operar um milagre no reflexo. Aos 29, foi a vez de Pepeu arriscar de longe; a bola quicou, mudou de trajetória e o goleiro desviou com a ponta da luva para a linha de fundo. Para fechar a trinca, após escanteio da esquerda, Ruan subiu mais que a zaga e cabeceou com endereço, mas o arqueiro Capa-Preta usou a experiência para acalmar o coração dos torcedores.

Mas anterior a esses lances, o Serra já havia ligado o “modo turbo”. Logo no primeiro minuto, Dandan recebeu livre na área, mas deu aquela furada no domínio — uma chance real de gol -, que fez a torcida do Brancão sentir um frio na espinha.

E o Rio Branco? Parecia perdido no meio de campo, mais congestionado que a BR-101. Com raríssimas descidas pelo lado esquerdo e sem muito o que mostrar, só assustaram em uma jogada pela direita, num chute de David Lopes que carimbou o travessão. Como diz o Skank: “Bola na trave não altera o placar”. No balanço dos escanteios do primeiro tempo, o Serra teve 8 contra apenas 2 do Rio Branco. Os números indicam quem mandou no terreiro.

Segundo Tempo: erros de passe, excesso de faltas e zero de criatividade

Se o primeiro tempo teve movimentação, o segundo foi uma partida “xoxa”. As duas equipes voltaram do vestiário decididas a testar a paciência dos torcedores. Foi um festival de passes errados e faltas desnecessárias. A criatividade parece ter ficado esquecida no vestiário.

Três em um. A foto diz muito sobre o segundo tempo: faltas excessivas e sem oportunidades de gols. (Foto: Gil Lopz)

O Rio Branco até tentou uma reação, teve até atacante tentando bicicleta – que só serviu para o goleiro Pedro Henrique fazer o famoso “golpe de vista” -, mas o jogo ficou “amarrado”. As duas equipes fizeram substituições que passaram despercebidas para qualquer cronista. O técnico do Serra, Leomir Constânço, manteve o esquema de jogo 4-4-2 durante toda a partida; faltou preparo físico ao time, mas a tática foi mantida.

Aos 43 minutos, Breno Melo, do Brancão, soltou uma bomba que subiu, a torcida fez aquele “uuuuu”, mas foi coisa passional, o goleiro ‘posou’ pra foto pra dar suspense ao lance. Quando o árbitro da partida, Wesley Santos (CBF) indicou 6 minutos de acréscimo, a sensação era uma só: dava tempo de ir na cozinha, preparar dois miojos, e voltar com a certeza de que o placar continuaria estático.

E foi assim a crônica do jogo: Serra e Rio Branco empataram em 0 a 0. Os protagonistas foram o goleiro Fernando Henrique, que garantiu o resultado, e a torcida do Rio Branco, que cantou, batucou e empurrou o time o jogo inteiro, mesmo com o futebol desafinado em campo.

O décimo segundo jogador do Rio Branco não faz gol, mas incentiva. (Foto: Gil Lopz)

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