O Carnaval de Lula: entre o crime eleitoral e a família enlatada

(Imagem: Google)
Coluna Polítikus
Por: José Salucci – Diretor-presidente do Merkato

Sob as bênçãos da Sapucaí e o silêncio educado do Judiciário, o Carnaval 2026 serviu de palanque para uma campanha antecipada travestida de samba-enredo. A estratégia, que flerta perigosamente com a violação da impessoalidade prevista no Artigo 37 da Constituição, não apenas rebaixou a Acadêmicos de Niterói para o Grupo de Acesso, mas tentou reduzir a estrutura familiar a um produto perecível em uma lata de conserva – metáfora barata para a erosão dos valores que sustentam a sociedade.

A “festa da carne” de 2026 finalmente exalou seu último suspiro de confete e hipocrisia. E que espetáculo deplorável. Não bastasse a onipresença de Lula em aparições que desafiam a estética e a lógica, tivemos a proeza da Acadêmicos de Niterói: estreou no Grupo Especial homenageando o “operário padrão” e terminou onde o bom senso exigia: rebaixada para a segunda divisão. Dizem que o samba era sobre esperança; o resultado, porém, foi apenas um recibo de incompetência carnavalesca.

Sejamos francos: o que vimos na avenida, com a vênia da Rede Globo e o batuque afinado entre Executivo, STF e TSE, foi uma campanha eleitoral na maior “cara de pau”. A defesa técnica dirá que a Resolução nº 23.457/2015 permite exaltar qualidades de pré-candidatos. Mas e a impessoalidade exigida pela Carta Magna? Ah, essa é um detalhe meramente decorativo quando o homenageado é o “amigo do peito” do sistema.

Mencionaram o “13” na letra do enredo, transformaram o opositor em um “Bozo” enjaulado e juram, de pés juntos e purpurina na testa, que não houve pedido de voto. É o cinismo elevado ao status de arte. Se a homenagem fosse para o “capitão” do outro lado, Alexandre de Moraes já teria baixado um pedido de busca e apreensão até dos instrumentos da bateria. Mas, no Brasil do “amor”, a regra é clara: para os amigos, as benesses da avenida; para os inimigos, o rigor da lei

A família em conserva: o prazo de validade da esquerda

Mas a cereja do bolo, ou melhor, a sardinha da lata, foi a representação da família brasileira em uma embalagem de conserva. O simbolismo é de uma estupidez comovente: abriu a lata, o conteúdo estraga em três dias. É exatamente isso que a esquerda deseja: desconfigurar o modelo original do Gênesis para que nada mais se conserve — nem as instituições, nem a moral, nem a sanidade.

Se tiram o modelo familiar do centro, o mundo vira esse purê ideológico que assistimos diariamente. Somos conservadores, o “sal da terra”, e sabemos que sem a preservação da célula mater, o que sobra é apenas o conteúdo putrefato de mentes manipuladas. A esquerda, em sua fragilidade intelectual crônica, não forma líderes; fabrica repetidores de slogans que, tal qual a escola de samba rebaixada, não sustentam o próprio peso na hora da apuração.

O veredito da Quarta-Feira de Cinzas

Lula conseguiu um feito raro: sua imagem é tão pesada que rebaixou uma escola inteira. O Carnaval acabou, para o alívio dos que ainda possuem um neurônio funcional. Agora, a guerra real começa. Saímos da festa pagã, onde falsos deuses foram adorados e reverenciados, para o campo da verdade e da justiça — conceitos que a patética “vanguarda” canhota desconhece por completo.

O Carnaval de Lula provou que o Brasil é o país do jeitinho, governado por quem não tem pudor em usar o dinheiro e o espaço público para o próprio ego. Parabéns aos envolvidos: o título de “rebaixados” nunca foi tão merecido. E, para deixar o clima ainda mais vexatório para o ex-presidiário, o boneco alegórico que representava o presidente, após o desfile, caiu do carro e saiu arrastado pela avenida. Não é como começa, e sim, quando termina. Assim espero que este ano esse calhorda tenha a sua imagem caída e saia arrastado da política.

*O texto é de livre pensamento do colunista*
José Salucci – *Reside em Serra-ES *Jornalista *Diretor-presidente do Merkato *Teólogo *Pós-graduado em Gestão em Organizações do Terceiro Setor e Projetos Sociais (Foto: Thais Gobbo)

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