Terceiro Setor
Por: José Salucci – Jornalista
Cariacica – O Projeto Servindo ao Próximo, fundado pelas irmãs Mônica Rocha e Raquel Rocha, realiza uma iniciativa de impacto de inclusão social por meio do esporte e da educação. A iniciativa busca afastar crianças e adolescentes da vulnerabilidade e oferecer novas perspectivas de futuro para as famílias locais, nos bairros Retiro Saudoso e Aparecida, Cariacica.
Merkato, que está realizando cobertura especial do 3º Chamamento Público do Fundo de Investimento Comunitário Capixaba (FIC), conta essa história de inclusão social para você, leitor.
Raízes na comunidade
A história da organização começou há quatro décadas, no mesmo bairro onde atua hoje. As fundadoras, Mônica Rocha e Raquel Rocha, cresceram nas ruas da região e enfrentaram a escassez de recursos. Elas perceberam, ainda jovens, que o estudo seria a ferramenta para mudar aquela realidade. Mônica utilizou bolsas de estudo para se graduar em Enfermagem, enquanto sua irmã seguiu a carreira de professora.
Ao observarem jovens perdendo oportunidades para a criminalidade, as irmãs decidiram agir. Elas fundaram o projeto utilizando o futebol — esporte que praticavam na infância — como porta de entrada para ensinar disciplina e valores. Hoje, a iniciativa atende 50 crianças continuamente e oferece cursos de capacitação para mulheres da comunidade.
Reconhecimento e emoção
Para os organizadores, a aprovação no edital representa mais do que um ganho financeiro; é a validação de dez anos de dedicação. Mônica Rocha, que hoje é mestranda em Políticas Públicas e Desenvolvimento Social, destaca a importância desse passo para o futuro de Cariacica.
“Receber a notícia da aprovação foi um momento de muita emoção e gratidão. Para nós, que nascemos e vivemos aqui, ver esse trabalho reconhecido confirma que todo o esforço valeu a pena. Sinto que estamos no caminho certo para transformar realidades e agora temos a renovação da esperança para impactar ainda mais crianças e mulheres”, afirma Mônica.

O impacto do apoio financeiro
Atualmente, o projeto funciona de forma voluntária e depende de doações pontuais, como ocorreu na última campanha de Natal. O aporte financeiro do FIC resolverá o principal “gargalo” da instituição: a falta de formalização jurídica. “Com o recurso, o grupo pretende registrar oficialmente a entidade, o que permitirá a participação em novos editais e a ampliação das atividades de saúde e lazer”, conta Mônica.
Segundo ela, a médio prazo, o planejamento inclui a criação de uma sede própria. “Este espaço físico servirá como centro de acolhimento e base para cursos de desenvolvimento pessoal e profissional”, explica a mestranda em Políticas Públicas e Desenvolvimento Social.
Segundo a coordenação, o apoio do edital é um divisor de águas que garante a sustentabilidade das ações para que o trabalho não seja interrompido por falta de verba.
Serviço: Diretoria do Projeto
- Fundadoras: Mônica Rocha (enfermeira e mestranda em Políticas Públicas e Desenv. Social) e Raquel Rocha (psicopedagoga e professora).
- Técnico Esportivo: Robson Alex Lazarine.
- Secretária: Rutiléia Modesto de Araújo.
- Conselheira e Voluntária: Nubia Rocha.
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