Coluna Letrados
Por: Samuel J. Messias – Consultor Empresarial
A Importância do planejamento estratégico para o futuro…
O final de mais um ano se aproxima e, com ele, a tradicional reflexão sobre as conquistas e os desafios que marcaram o período. Em meio a esse balanço, uma pergunta crucial emerge para empresários e líderes de visão: você já fez seu planejamento para 2026.2030? Pode parecer um horizonte distante, mas em um mundo de transformações aceleradas, pensar a longo prazo não é mais um luxo, e sim uma necessidade imperativa para a sobrevivência e o crescimento sustentável de qualquer organização.
O planejamento estratégico, nesse contexto, transcende a mera elaboração de um documento; ele se torna a bússola que guiará a empresa por mares turbulentos, permitindo não apenas a antecipação de tempestades, mas também o aproveitamento de ventos favoráveis para chegar a portos mais prósperos.
Em um mercado cada vez mais volátil e competitivo, a ausência de um plano bem definido pode levar as empresas a um estado de paralisia, onde a rotina operacional consome todos os recursos e a tomada de decisão se baseia em reações impulsivas a eventos imediatos. É o que especialistas chamam de “tirania do urgente”, um ciclo vicioso que impede a organização de focar no que é verdadeiramente importante para o seu futuro.
A boa notícia é que, a prática do planejamento estratégico oferece um antídoto eficaz para esse mal. Estudos indicam que empresas com planos formais e bem estruturados podem crescer até 30% mais rápido do que aquelas que operam sem essa bússola. Isso ocorre porque o planejamento permite uma alocação mais inteligente de recursos, o alinhamento de equipes em torno de objetivos comuns e a maximização de oportunidades de investimento, transformando a incerteza em um campo de possibilidades.
O horizonte de 2026 a 2030, em particular, apresenta um cenário complexo e desafiador. No Brasil, por exemplo, teremos um novo ciclo de eleições em 2026, o que, por si só, já introduz uma série de variáveis políticas e econômicas que podem impactar diretamente o ambiente de negócios. Somam-se a isso as constantes inovações tecnológicas, as mudanças no comportamento do consumidor e as crescentes demandas por práticas sustentáveis e socialmente responsáveis.
Diante desse panorama, as empresas que se anteciparem, mapeando cenários, identificando tendências e definindo estratégias claras de atuação, estarão um passo à frente na corrida pela competitividade. O planejamento estratégico, portanto, não é um exercício de futurologia, mas sim uma ferramenta de construção do futuro desejado, um roteiro flexível que permite à organização se adaptar e prosperar em meio às mudanças.
Para que o planejamento estratégico seja eficaz, é fundamental que ele seja um processo vivo e participativo, envolvendo todos os níveis da organização. Metodologias como o OKR (Objetives and Key Results), que focam na definição de objetivos ambiciosos e na mensuração de resultados-chave, têm se mostrado extremamente úteis para traduzir a visão estratégica em ações concretas e mensuráveis.
Além disso, a busca por conhecimento externo, seja por meio de consultorias especializadas ou da participação em redes de negócios como o BNI (Business Network International), pode enriquecer o processo com novas perspectivas e melhores práticas. O BNI, por exemplo, oferece treinamentos e ferramentas que auxiliam seus membros a definir metas, revisar o desempenho e criar estratégias de crescimento, demonstrando o poder da colaboração no planejamento.
A experiência de empresas que já adotaram o planejamento estratégico como parte de sua cultura organizacional é a maior prova de sua eficácia. A empresária Alessandra de Ávila Franco, do ramo de combustíveis, por exemplo, relata que a implementação da metodologia OKR, com o auxílio de uma consultoria, permitiu um controle muito maior da operação e a definição de metas claras para o crescimento da rede.
Da mesma forma, a cerimonialista Andrea Lúcia Ávila, que planeja sua agenda de eventos com anos de antecedência, demonstra como a previsibilidade e a organização são fundamentais para o sucesso em seu setor. Esses casos ilustram que, independentemente do porte ou do ramo de atuação, o planejamento é um alicerce sólido para o crescimento e a competitividade.
Diante do exposto, a pergunta que abre este artigo se torna ainda mais premente. Se você ainda não começou a planejar o futuro de sua empresa para o quinquênio 2026-2030, saiba que ainda há tempo. Como bem lembra o consultor Cacá Carvalho, períodos de menor aquecimento nas vendas, como o início do ano, podem ser uma excelente oportunidade para se dedicar a essa tarefa essencial.
Lembre-se: o planejamento estratégico não é sobre prever o futuro, mas sobre criá-lo. É sobre tomar as rédeas do destino de sua organização e conduzi-la, com segurança e confiança, em direção a um futuro de sucesso e realizações. A hora de começar é agora.
*O texto é de livre pensamento do colunista*





