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A piração da Piracema

Jefferson Tiradentes escreve para a coluna Letrados. É escritor e poeta, reside em Minas Gerais.

Hoje, assisti num noticiário de TV, uma reportagem sobre a piracema, o período de procriação dos peixes, na Usina de Santo Antônio, no rio Madeira, em Porto Velho-RO, onde uma cachoeira, que os peixes utilizavam para subir o rio nadando, contra a corrente, até atingir o lago onde iam desovar e fecundar suas ovas, foi destruída, para a construção da usina. O interessante é que ao ser construída uma nova cachoeira, os obstáculos naturais, em que os peixes teriam de passar, obrigatoriamente, para subir o rio Madeira, teriam de ser recriadas. Sem essas dificuldades naturais, esses peixes não subiriam o rio, quebrando assim, o processo de fecundação.

Ora, vejam só! Em uma das fases mais importantes da vida desses animais aquáticos, a procriação, o momento primordial para a continuidade da sua existência, é marcado exatamente pelas dificuldades pelas quais os mesmo são obrigados a enfrentar. Uma nova cachoeira foi arquitetada pelos engenheiros da usina, de maneira que a água do rio descia por correntes fortes e nos lugares em que o leito se estreitava, passaram a existir pequenos lagos que serviriam para que as várias espécies de peixes que vivem no rio – bagres, pacus, etc., totalizando mais de setecentas espécies – pudessem no momento de cada espécie, descansar para dar continuidade ao esforço para atingir o lago onde a desova, e a consequente reprodução, aconteceriam.

Eu me esforço, ao observar os saltos dos peixes rio acima, para compreender a falta de resistência de muitos seres humanos que desistem diante da primeira dificuldade e se cobrem de lamentações e justificativas para não dar o passo seguinte. A nossa espécie, racional, muitas vezes se perde no próprio ar que respira e se esquece de que muitas situações “dificultosas,” pelas quais passamos, ao longo de nossas vidas, não são nada além de obstáculos naturais a serem enfrentados e superados para que a nossa vida continue a sequência da sua normalidade. Se houver momentos em que nossos objetivos se esbarrem em obstruções, muitas vezes passageiras, nada melhor do que criar ou recriar condições para que algum recurso possa ser utilizado para que alcancemos o caminho da superação.

Sendo assim, é necessário seguir em frente, diante de qualquer coisa que a vida nos reservar para levá-la adiante e nunca se desesperar, ante a alguma coisa chamada crise, qualquer que seja o tamanho dela, e, não permitir que nossas perspectivas sejam menores do que já somos. Somos seres humanos, não há nada que não possamos fazer.


Jefferson Tiradentes – É escritor e poeta.

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