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22 de fevereiro de 2024

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Gestão educacional compartilhada

Imagem: Divulgação. Professor Samuel J. Messias.

Existem alguns pilares fundamentais que contribuem para a superação dos desafios na gestão escolar, visto que à medida que aumentam as tecnologias e metodologias de ensino faz-se necessário a criação e o aperfeiçoamento de novas ferramentas que possam produzir efetividade na gestão.

Quando falamos em gerenciamento é importante ter a compreensão do trabalho coletivo. Com ele, é possível criar, desenvolver e manter a organização através dos compartilhamentos de ideias e da ajuda mútua no desempenho das tarefas.

Gestão Educacional

Para administrar a instituição de forma ampla é necessário basear-se em estudos e em pilares que tornem a gestão eficiente.  Os principais pontos a serem estruturados, são:

Plano Pedagógico; Administração e Estratégias; Gestão de Pessoas; Gestão Financeira; Comunicação e Tecnologia.

Plano Pedagógico

Uma das bases dos movimentos de mudança educacionais é a promoção do estudante a protagonista do seu próprio processo de aprendizagem. Mas por quê, afinal, isso se torna um desafio de gestão?

Evidenciar o aluno e posicioná-lo dessa forma exige uma série de trabalhos anteriores. Antes de protagonizar, ele precisa entender as suas habilidades e desenvolver as competências necessárias para, assim, poder tomar decisões.

É preciso que a instituição, através de suas lideranças (professores e gestores) se apresente como ouvinte dos requerimentos desses alunos e, acima de tudo, estimule a participação. Dessa forma, é possível despertar sentimentos de pertencimento e aguçar, ainda mais, a busca dos estudantes pela autonomia.

A sociedade e o mercado de trabalho esperam dos futuros estudantes uma capacidade de liderança, criatividade na resolução dos problemas e autogestão. É importante que os Planos Pedagógicos, que traçam os processos de ensino e aprendizagem, sejam construídos com respeito às individualidades e aptidões dos estudantes.

Estratégias

O trabalho em grupo pode ser um dos maiores facilitadores da boa gestão, e ser gerado através de estratégias de eficiência. Compartilhar ideias, trocar conhecimentos e dividir as tarefas tornam mais fácil a organização da sua instituição.

Entretanto, é importante ter em mente que coletivizar as atividades não é apenas dividi-las em grupos de pessoas.

Segundo uma reflexão proposta pela psicopedagoga curitibana Maria Aparecida da Silva, a tradição neoliberal evidencia o individualismo em cada um de nós.

‘’Para que uma escola realize um trabalho em grupo, ultrapassando a interpretação equivocada de que para se formar um grupo basta agregar pessoas ou nomes a uma determinada atividade, é preciso que se construa um projeto político–pedagógico consistente e real; as pessoas precisam estar inseridas nesse projeto, não basta ser um documento para arquivar na escola. Seu texto precisa ser construído coletivamente, ser conhecido, discutido e realimentado por todos os envolvidos nos processos pedagógico e escolar. ‘’

Dessa forma, não somente a construção e resultado final se tornam coletivos, como também o fluxo de informação entre os pilares da instituição (gestores, professores e estudantes) é reforçado.

Gestão de pessoas

A qualidade de uma boa gestão e, consequentemente, de uma instituição de referência, está inteiramente ligada com o corpo docente. Se desestimulado, a preparação das equipes perde força, assim como o ensino e aprendizagem dos alunos.

Enquanto gestor que busca acompanhar as tendências educacionais, saiba que cabe a você a atenção com a equipe para identificar gargalos, e buscar por soluções de aperfeiçoamento profissional. Alguns pontos importantes para manter os professores motivados, são:

Feedbacks constantes em relação às metodologias utilizadas; mantê-los informados de todas as decisões institucionais; melhorar, sempre que possível, os equipamentos de ensino e a infraestrutura dos espaços da escola; incentivar a busca por cursos de aperfeiçoamento; criar um bom plano de carreira; fazer-se disponível e interessado em qualquer situação que precise ser resolvida com maior autoridade nas salas de aula.

Gestão Financeira

Manter um fluxo de controle sobre as movimentações financeiras da instituição é primordial para a saúde organizacional. Para isso, deve-se estudar a fundo a construção de um bom planejamento financeiro.

O primeiro passo é identificar a situação real do seu negócio. Para isso, você pode começar analisando o mercado em que a sua instituição está inserida, seguido de um levantamento das despesas e previsões de entradas.

Esse é um passo extremamente relevante, e que deve ser realizado com certa periodicidade. Aqui é importante que tudo seja documentado de forma bem detalhada, para auxiliar na identificação rápida de qualquer situação desagradável.

Comunicação

Esse é um ponto que, de certa forma, agrupa todos os outros já citados anteriormente. Liderança, motivação e finanças dependem de uma boa comunicação, tanto entre os grupos gestores, quanto destes para com os docentes e discentes. Vamos detalhar um pouco mais essa relação.

Para manter os grupos de liderança eficazes e equilibrados, a comunicação constante é fundamental. Todas as decisões, dúvidas e intervenções devem ser amplamente discutidas entre os gestores, levando em consideração todos os pormenores de cada uma.

Assim que a “decisão’’ foi discutida e o martelo foi batido internamente, é necessário passar por uma consulta com a equipe de professores e, se a mudança implicar diretamente no ambiente escolar, promover também um espaço de debate com os alunos para que exponham a sua opinião.

Uma comunicação ruidosa ou não clara pode fazer com que todas as relações dentro de uma instituição de ensino sejam afetadas. Existem várias formas de comunicar e informar, assim como de receber as novas ideias e sugestões. Enquanto gestor, mostre-se aberto às opiniões de todos os grupos envolvidos na situação e leve em consideração cada feedback.

Tecnologia

Quando falamos em inserção de novas tecnologias, exploração de metodologias ativas e desafios na gestão, estamos falando de educação do século XXI.  Dentro dessa gama, as possibilidades são imensas, assim como as necessidades de adaptação.

Essa inserção tecnológica faz parte do mercado de trabalho, e é exigida por ele cada vez mais. As metodologias ativas também podem ser grandes aliadas para estimular o interesse dos alunos e respeitar as diferenças de aprendizagem.

Se falamos, por exemplo, na estruturação de um modelo de Ensino Híbrido, se torna importante discutir todos os processos que serão envolvidos nisso, como: investimento na capacitação dos professores para explorar as tecnologias; aquisição de ambientes virtuais de aprendizagem e uma plataforma de videoconferência; atualização dos planos de ensino e aula; capacitação dos estudantes e pais.

Portanto, levar em consideração cada passo e respeitar o momento de cada decisão é uma das chaves para obter sucesso nesse tipo de mudança.

Gerenciar uma instituição de ensino com qualidade requer atenção especial a todos os processos e pilares fundamentais. Além de necessitar a valorização do coletivo, dar voz e vez a todos os envolvidos diretamente ou indiretamente na gestão.

**O texto é de livre pensamento do colunista**


Samuel J. Messias – *Mestre em Educação ( Florida University- USA) – *MBA em Estratégia Empresarial – *Especialista em Políticas Públicas – *Especialista em PNL – *Especialista em Empreendedorismo Circular – *Gerente de Projetos Especiais na ADERES – *Prof. Convidado na Florida University – USA.

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