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24 de fevereiro de 2024

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Empreendedores do Plástico

Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39. Coluna Criativos Por Prof. Samuel J. Messias – Gerente de Projetos Especiais na ADERES e Consultor Independente. Os empreendedores do plástico são

Projeto social “Ifes é o meu lugar” completa seis anos de inclusão

As aulas do cursinho preparatório são realizadas nos turnos matutino e vespertino e contam com 90 alunos do 9º ano, da rede pública municipal e estadual. / Foto: Divulgação.

Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39.


O projeto social “Ifes é o meu lugar” comemora neste mês seis anos de inclusão e oportunidade. O projeto, que foi inaugurado em agosto de 2017, pelo professor de biologia Alessandro Bermudes, 49, já aprovou no processo seletivo do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), exatos 52 alunos, tendo participação total de 240 estudantes. No triênio 2020 a 2022, o projeto ficou paralisado por causa da pandemia do COVID-19.

O professor Bermudes conta como surgiu o seu desejo de criar essa oportunidade de inclusão. “O projeto começou em 2017 pela necessidade que eu vi pelo meu histórico de aluno de rede pública e, também, de morador de um bairro periférico. Apresentei o projeto ao diretor José Geraldo Orlandi, que abraçou o projeto – colocamos em execução, junto com a escola Juraci Machado, de Barcelona, que tinha o pior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município de Serra, naquele ano”, contou o idealizador do projeto, Bermudes, que há 14 anos atua como docente no Ifes.

O professor Alessandro Bermudes leciona a matéria de Biologia e é Dr. em Fisiologia Vegetal. / Foto: Divulgação.

Com iniciativa de receber alunos, somente do nono ano, de escolas da rede pública de Serra, o professor, além de fomentar a educação pra quem precisa de oportunidade, explica a importância que há no investimento da parte do poder público e privado.

“A gente abrange alunos do nono ano. Se você for pegar qualquer dado de evasão das escolas públicas, um dos grandes gargalos que nós temos de evasão, são alunos do nono ano, principalmente, nos bairros de periferia. São os meninos que acabam sendo cooptados para o tráfico. Então, esses meninos precisam de ter oportunidade. Que existe outras formas de desenvolvimento educacional, profissional. Então, o Estado e o poder privado têm que estar presentes”, opinou.

Com este objetivo claro de reduzir evasão escolar e proporcionar reforço aos alunos nas disciplinas de matemática, português, ciências, história e geografia, é tangível para os estudantes o nivelamento de conhecimentos em relação a outros estudantes de cursinhos públicos ou particulares. O projeto mostra resultados reais e de retorno imediato.

“Ao fornecer suporte acadêmico e preparação para o processo seletivo do Ifes, estamos abrindo portas que anteriormente poderiam parecer inacessíveis. O aspecto mais notável desse projeto é o efeito que ele tem sobre a autoestima e os sonhos dos alunos. Para muitos, a simples possibilidade de estar dentro dos corredores do IFES, participando ativamente deste projeto, é uma conquista significativa que transcende os limites de suas origens. Entendemos que o projeto transcende a educação formal, transformando-se em um catalisador de esperança e realização para os estudantes”, declarou o diretor de Ensino, do Ifes-campus Serra, Wagner Kirmse.

De volta este ano, o projeto conta com 90 alunos, com duas turmas. Uma no turno matutino, e a outra, no turno vespertino, ambas com 45 alunos. Em 2017, o “Ifes é o meu lugar” começou com 45 estudantes. A expectativa do professor Bermudes para o não que vem é inserir 500 alunos nas dependências do IFES.

Desde seu início, o projeto visa trabalhar com escolas da rede pública, as quais possuem índice baixo no Ideb – índice que mede a qualidade do ensino das escolas públicas –. Exemplo de sucesso, logo no início da jornada, o projeto atendeu a escola Juraci Machado, de Barcelona. Em três anos, a escola, que tinha uma nota de 2,5 passou para 4,3 na avaliação do Ideb. À época, os alunos foram mais frequentes nas aulas e mais envolvidos com as atividades escolares. Na ocasião, o índice de reprovação de alunos (as) na escola foi de 43%, que diminuiu para 12%, graças a ponte educacional que o projeto construiu.

Aula de matemática do professor Paulo Cezar, na turma do turno vespertino. / Foto: Divulgação.

Frutos

Entre teoria e prática, no meu do caminho há planejamento e execução de trabalho. O projeto “Ifes é o meu lugar”, entre os seus 52 alunos já aprovados nos processos seletivos do Ifes, tem uma ex-aluna muito dedicada e especial, é a Nycolly do Nascimento Mendes, 19.

“Sou aluna do 3° ano do IFES e estou no último ano do curso técnico integrado de informática para Internet; fui aluna do projeto em 2018. Durante o tempo que passei no projeto não foi só um processo de aprendizagem, é um processo de afirmação, pertencimento também! Hoje, olhando para minha trajetória, afirmo que não estaria onde estou se não tivesse participado do projeto, ocupando espaço em uma instituição federal, fazendo com que ela seja “o meu lugar”, e espero que também seja o lugar de diversos estudantes da rede pública!”, declarou.

“Os estudantes que entram no projeto são sortudos em encontrar pessoas que acreditam neles, que afirmam que o lugar deles é numa instituição federal. O que falta no nosso país são mais projetos como esses”, Nycolly do Nascimento Mendes, 19. / Foto: Divulgação. 

Para que alunos e alunas possam ser assistidos e incluídos, o (a) professor (a) é peça fundamental nesse processo educacional. Razão disso, o Paulo Cezar, 53, docente de matemática, comenta o vislumbre que os pupilos têm por estarem dentro de um instituto federal e poder sonharem com suas carreiras profissionais de sucesso.

“É um projeto que viabiliza os alunos disputarem, de igual pra igual, com os alunos da rede particular, com alunos, até mesmo de escolas públicas, que fazem cursinho fora. Nós damos a oportunidade pra que eles possam disputar de igual pra igual e vislumbrar um futuro melhor pra eles”, enfatizou.

Seriedade

Conforme o professor Bermudes, a educação, para estar em consonância, deve ser construída por um tripé: escola, aluno e família. E nessa parceria, o trabalho deve ser feito com bastante seriedade. O idealizador do projeto conta a filosofia do trabalho sem pestanejar.

“O projeto tem disciplina. O aluno faltou, tem que entregar justificativa. Acima de três faltas, não justificadas, vai ser desligado do curso, porque eu tenho uma lista de suplentes que passam de 100 alunos que querem participar do projeto. Tem que valorizar os que realmente querem estudar. Esse ano, tivemos um desligamento de aluno por comportamento; a família foi chamada. A gente, realmente, quer trabalhar com aquele aluno que está interessado em estudar e fazer diferença na vida dele”, pontuou.

Voluntariado

O “Ifes é o meu lugar, em seu início de projeto, contava com professores voluntários para a realização das atividades educacionais. E quem fez parte desse time e deixou sua semente plantada é a Elandia Aparecida Pereira Rodrigues, 41 anos.

“Ser professora voluntária no projeto foi uma experiência enriquecedora. Além de transmitir conhecimentos, aprendi a importância da empatia e da adaptação ao nível de cada aluno, para garantir um aprendizado eficaz. Acredito que ao direcionar recursos para projetos como o “Ifes é o meu lugar”, pode-se catalisar a paixão pelo aprendizado, ampliar horizontes e equipar os jovens com as habilidades necessárias para enfrentar os desafios de amanhã”, opinou.

Parceiro

Para o projeto social “Ifes é o meu lugar” estar com suas atividades educacionais em dia e receber 90 alunos de 12 escolas da rede pública do município de Serra, além de receber do próprio instituto federal, o apoio com o uso de uma sala toda equipada para realizar as aulas do preparatório, outro parceiro que viabiliza a ação do projeto está no âmbito financeiro: o IDCAP, Instituto de Desenvolvimento e Capacitação, do município de Aracruz (ES).

O instituto investi aproximadamente R$ 80 mil. Na ocasião, material didático, como a apostila, simulados semestrais e uniforme contemplam o kit, entregues no período de abril a novembro de 2023. Dentre o valor investido pelo IDCAP, a quantia de R$ 55 mil é destinada a bolsas de extensão aos cinco professores que atuam no projeto, e mais um coordenador local.

“A ideia de poder levar equidade para os adolescentes da rede pública de ensino, proporcionando acesso a ensino gratuito e de qualidade, estimulá-los a construir projetos de vida, possibilitar a idealização de uma realidade de oportunidades e de sonhos, harmonizou com a missão e valores do IDCAP. O IDCAP tem compromisso com a transformação social, e investir na educação é contribuir para um pilar tão fundamental no processo de transformação”, disse a Leandra Mendes, coordenadora de Projetos Sociais do IDCAP.

De acordo com esse cenário de efetividade educacional, o professor Bermundes convoca novas parcerias, não só do poder público e privado, mas também do Terceiro Setor para novos investimentos acontecerem e poder tornar realidade o número de 500 alunos a serem atendidos ano que vem, segundo projeção do próprio idealizador do projeto.

“A educação muda a história do indivíduo. Sem educação, o país não tem desenvolvimento e sem cultura, um país não tem a sua identidade, então educação e cultura precisam de caminhar juntas. Porque a educação promove a cultura e a cultura promove o país”, finalizou.

Associação Latina de Desenvolvimento Esportivo, Cultural e Ambiental (ALDEeA). A ONG realiza o projeto social AFAI (Atividades Físicas Adaptadas e Inclusão) – Patrocínio: Master – Shell


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