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22 de fevereiro de 2024

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Verdade sobre fake news: Estamos todos no risco!

(Imagem: Pixabay).

Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39.


Por Roberto Teixeirajornalista e Mestre em Comunicação. 

“Oba! Agora posso ter meu próprio veículo online e não dependo mais de grandes redes de comunicação para divulgar minhas ideias”.  Foi desta forma que comemoramos o surgimento das primeiras redes sociais digitais, os blogs, mas especificamente os de política, nos Estados Unidos, nos anos 2000.

Mas, depois de vibrarmos por ter a possibilidade de ter uma mídia própria, somos assombrados pelo temor das fake news, potencializadas pelas deep fakes e uso indevido da inteligência artificial que, muito mais do que notícias falsas, podem levar até ao que há de pior: a morte de pessoas.

E quem nunca foi vítima de fake news? Que recebeu aquelas mensagens nos grupos da família, por exemplo, que foram compartilhadas milhares de vezes? Na pandemia, disseminação de “malefícios” da vacina, com a inteligência artificial mostrando o ex-presidente Trump preso ou o papa no modelo esportista, morte de Tiago Leifert ou gravidez de Bruna Marquezine, são alguns dos milhares exemplos dos últimos tempos.

Eles estão por aí, com força no mundo online e não simplesmente erro de informação que escapou, mas tem um propósito, um objetivo nada honesto por trás delas. O termo chegou a ser escolhido como “palavra do ano de 2016” pelo departamento de formulação de dicionários da universidade americana de Oxford.

A internet não criou as fake news, mas alavancou o espalhamento. Segundo o educador e filósofo Marshall McLuhan, o meio é a mensagem, ou seja, os suportes da comunicação e as tecnologias – como as mídias online – são determinantes para a mensagem chegar nas pessoas. Tá todo mundo com um aparelho celular na mão hoje!

As fake news levam o conceito da chamada pós-verdade: “Circunstâncias em que os fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que o apelo à emoção e a crença pessoal”.  Viram guerras de narrativas, sem compromisso com a realidade dos fatos. No final, a “versão” fica sendo mais importante (é a que tentam colar na nossa cabeça) do que a própria informação, verdadeiramente. Tenta-se criar um mundo invertido, vamos dizer, ou paralelo.

Ganhando Corações e Mentes, como diz a banda Titãs, abre caminho para grupos ou pessoas ganharem força para seus próprios interesses.  E o pior é que as notícias falsas têm 70% mais chance de viralizar que as notícias verdadeiras, segundo apontam especialistas.

Mas, e agora? Qual o porto seguro que temos? Há agências especializadas em desmascarar a mentirada, mas infelizmente, o desmentido não tem a mesma velocidade. Foi para web, já era, o mal já tá feito, em escala planetária. Ou seja, não adianta correr atrás depois que a notícia já foi disseminada, é preciso punir com mais rigor quem, profissionalmente, produz e espalha este verdadeiro ato criminoso.

Países como a geladinha Finlândia dão exemplos positivos sobre o que temos a fazer. É preciso ter nas escolas a educação midiática, mesmo porque o vício dos dispositivos móveis cresceu demais nos últimos tempos, principalmente, após a pandemia, em que precisamos ficar confinados e lançar mão do aparelho celular surgiu como a alternativa para socializar.

O caminho também para resolver ou amenizar os efeitos das fakes news apontam para aumentar a confiança nas instituições públicas e na imprensa, no jornalismo profissional. Para gerar esta imagem positiva, claro, as instituições precisam de análise, acompanhamento, fiscalização, críticas. Mas, aí todo mundo tem de participar. Aliás, quem sempre fez com maestria foram os acadêmicos e doutores das áreas sociais durante as últimas décadas.

Eliminar o Congresso, ou, o jornalismo profissional, realmente, não é uma boa ideia, pois, são deles que vem as bases de sustentação de nossa democracia. Governo e empresas privadas, também, precisam de juntar forças em políticas sociais sérias para que o assunto tenha apoio e seja amplamente debatido entre a sociedade.

*O texto é de livre pensamento do colunista*


Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39.

Roberto Teixeira –  jornalista e Mestre em Comunicação. (Imagem: Divulgação).                                                                                                                                       

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