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Na hora de contratar, currículo não conta tudo: comportamento ganha espaço nas seleções

(Imagem: Internet)
Emprego/Contratação
Por: Redação

Ter um bom currículo e domínio técnico da função continua sendo fundamental para conquistar uma vaga, mas esses fatores não são os únicos observados pelas empresas durante um processo seletivo.

Com ambientes de trabalho cada vez mais dinâmicos, características como capacidade de adaptação, comunicação, responsabilidade e disposição para aprender também passaram a fazer parte da avaliação dos candidatos.

Para Eliana Machado, mentora de carreiras, especialista em gestão de pessoas e CEO da Center RH, a contratação mais assertiva acontece quando a empresa consegue analisar o profissional de forma ampla, considerando tanto sua preparação técnica quanto seu comportamento.

“Não se trata de escolher entre competência técnica ou comportamento. O mais importante é entender qual combinação de conhecimentos e características comportamentais faz sentido para aquela vaga, para aquela equipe e para o momento da empresa”, destaca Eliana Machado.

Segundo a especialista, o conhecimento técnico pode ser indispensável para determinadas funções, mas nem sempre é suficiente para garantir uma boa adaptação ao ambiente profissional. Um candidato pode apresentar excelente formação e experiência e, ainda assim, demonstrar dificuldades para trabalhar em equipe, lidar com mudanças ou receber orientações.

Por outro lado, há profissionais que ainda não dominam todas as ferramentas exigidas por uma vaga, mas apresentam potencial de desenvolvimento, comprometimento e disposição para aprender. Em empresas que possuem estrutura para capacitação, essas características podem ser consideradas durante a decisão de contratação.

O que as empresas estão observando?

Além da formação e da experiência, processos seletivos podem buscar identificar como o candidato reage a desafios, se comunica, trabalha em equipe, lida com mudanças e demonstra abertura para aprender.

A análise também precisa considerar as particularidades de cada posição. Uma função altamente técnica pode exigir conhecimentos específicos desde o início, enquanto outras atividades podem permitir maior espaço para desenvolvimento e aprendizagem.

“Uma contratação não deve olhar apenas para o passado do candidato. É preciso observar também o potencial que ele apresenta para o futuro. Conhecimento pode, em determinadas situações, ser desenvolvido; já a disposição para aprender e evoluir precisa ser percebida ao longo do processo”, ressalta Eliana.

Para a especialista, esse olhar mais amplo também contribui para tornar os processos seletivos mais humanos. Afinal, contratar não significa apenas preencher uma vaga, mas inserir uma pessoa em uma equipe, uma rotina e uma cultura organizacional.

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