Coluna Polítikus
Por: José Salucci – Jornalista
“Acuse-os do que você faz, chame-os do que você é!”. A frase, de autoria frequentemente debatida, é largamente utilizada no meio político para desestabilizar o adversário. Da boca do espectro político da esquerda, os termos e classificações arremessados contra a direita nos últimos anos foram os mais variados: golpistas, fascistas, nazistas, antidemocráticos, entre outras bizarrices. Agora a récua irá concordar com o Golpe Democrático.
Nesse domingo, 25 de outubro, em que as pesquisas pareciam caminhar para confirmar seus índices mostrando Flávio Bolsonaro à frente, algo sombrio aconteceu: um golpe na cara do Brasil! Um tapa na cara descarado. Por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin — ex-advogado de Lula, hoje na presidência do país —, as eleições foram prorrogadas por mais duas horas em todo o território nacional. O fato não é meramente curioso ou estranho; é desfaçatez pura. Lembrei-me na hora da máxima atribuída ao ministro Gilmar Mendes: “Até o crime organizado tem ética”.
Pois é, exatamente. Estamos falando de um crime organizado, de um golpe articulado. A esquerda doentia insiste em acusar a direita de tudo aquilo que ela mesma pratica. Não fica apenas o amargor de um engodo ou o sentimento natural de uma derrota democrática; o que fica é a sensação nítida de roubo, de furto. É como um assalto em via pública, quando o criminoso, de forma abrupta, arranca o seu pertence e corre.
Confesso que, durante todo o dia da eleição, por estar há 10 anos no jornalismo e conhecer bem os bastidores dessa política fajuta do PT e de seus aliados covardes e golpistas — amantes do poder e do dinheiro —, passei o domingo tomado por um pressentimento de fraude. Um sentimento incômodo de perda iminente. Cheguei a exteriorizar esse comentário com pessoas próximas.
Fui votar aqui no meu bairro, em Valparaíso, na Serra. Ao sair da escola (seção eleitoral), encontrei um vizinho tomando cerveja com amigos e fui convidado a me sentar à mesa. Todos haviam votado em Flávio. Foi quando comecei a expor minha intuição quase paranormal: “Eu não acredito nesta eleição. Acho que haverá fraude. Tenho bagagem de jornalista para afirmar isso”. A decisão de Zanin ainda nem havia sido anunciada; foi ali, na TV do bar, que assisti à notícia de que o STF tinha prorrogado o horário de votação.
Foi naquele momento que a certeza se cravou. Veio aquele frio na barriga, aquela sensação incômoda de assalto, de que tudo daria errado no final. A turma ao redor tentou me acalmar: “Calma, o Lula está na frente porque as urnas do Norte e Nordeste foram abertas primeiro, depois a gente vira”, disseram.
Mas gato escaldado tem medo de água fria. Naquele instante, o tempo fechou, uma chuva forte caiu e eu me mantive pensativo… Eu não conseguia acreditar naquele resultado. Pela minha classe jornalística — hoje em profunda crise —, eu jamais poderia concordar com aquele desfecho golpeado, desferido como se fossem sucessivos golpes de faca.
O resultado não apenas me frustrou como profissional da comunicação, mas me estarreceu ao ver, nas redes sociais, classes de professores, artistas e outros grupos comemorando uma falsa vitória. A diferença de mais de 4,4 milhões no resultado final das eleições presidenciais é motivo de minuciosa reflexão, e sem contar no disparate da subida gigantesca do Lula de seus 53 milhões de voto no primeiro turno para 64 milhões no segundo turno, matematicamente era impossível. São 11 milhões a mais. Aqui não tem burro! Do outro lado tem ladrão e um povinho que faz consórcio com a esquerda. Aqui no meu condomínio, os idiotas gritaram com loucura e brados o nome de Lula. Meu Deus! Tudo bem não gostar de Flávio, mas louvar o nome de um homem deveras corrupto, cujos adjetivos dispensam apresentações, é demais. Vejo o quanto parte do povo brasileiro se deixa manipular.
Um vizinho meu saiu de seu apartamento, desceu para o pátio — bem em frente à janela da minha sala — e começou a berrar: “Viva a democracia! A democracia ganhou! É Lula, porra!”.
Sinceramente? Ele é muito mais do que um imbecil ou um idiota. É o retrato do brasileiro analfabeto funcional — ou até letrado, mas com grave desvio de caráter. Dizer que a democracia ganhou é muita burrice… Aff… É uma manada de otários!
Estas eleições não apenas escancaram o golpe da esquerda e sua face canalha para o mundo, mas também mostram o quão abjeto é dar atenção a esse tipo de militante. Um eleitorado que louva um político retrógrado, que trata pautas sociais como mera mercadoria e usa a pobreza como degrau para construir seus palácios, é quadro vexatório. É louvor a Satanás! É diante desse espírito imundo que milhões de brasileiros se prostam.
Por fim, ver, em parte, o Condomínio Costa do Marfim, em Valparaíso, gritar o nome do canalha como se fosse final de Copa do Mundo, achando que será salvo pela esquizofrenia política do PT e suas pautas meramente ideológicas, me deixa enojado. Faz lembrar a frase de Jesus na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.
*O texto é de livre pensamento do colunista*



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