Coluna Polítikus
Por: José Salucci – Jornalista
O ex-prefeito do município de Serra, Sérgio Vidigal, atacou Flávio Bolsonaro em um vídeo recentemente gravado no qual aparece vestido com seu jaleco de médico ostentando algum tipo de lugar de fala.
Em sua narrativa, o ex-político questionou a ida do senador da República para os EUA e ainda debocha do parlamentar por não aceitar o resultado das urnas, alegando que ele não teria uma profissão, por isso a tal “fugidinha”.
O ex-mandatário da Serra está profundamente equivocado. Afinal, além de advogado, Flávio Bolsonaro é empresário. Portanto, afirmar que ele não tem profissão é, no mínimo, desinformação ou burrice, ou, talvez, uma evidente falta de caráter. Aliás, já que o metido a corajoso quer opinar, por que não fala algo sobre o Lula? Ou sobre as polêmicas eleitorais relacionadas à decisão do ministro Zanin após o horário previsto por lei?
Claro que não, né? Ele não essa coragem toda. Comente algo, Vidigal, sobre a enxurrada de vídeos em que estamos recebendo em nossas redes sociais de mesários que cumpriram trabalho no dia da eleição, relatando as supostas falsificações do resultado nas urnas. Advogados renomados explicando o que é ou não constitucional nesses casos; profissionais de matemática e de TI expondo que a conta dos resultados não fecham; além dos relatos de eleitores que chegaram para votar no segundo turno e descobriram que um “fantasma” já havia votado em seu lugar. Comenta aí, “macho da medicina” — o mesmo que se calou diante da farsa de Anthony Fauci, ex-diretor de saúde dos EUA.
Essa bravata toda de Vidigal não foi vista quando vieram à tona as denúncias envolvendo o escândalo do INSS, o caso Banco Master, os contratos milionários atribuídos a escritórios de familiares de ministros do STF e os escândalos da Apex no Espírito Santo. Cadê a coragem, Vidigal?
Ora, Vidigal: você ficaria no Brasil se soubesse que a sua casa, de forma totalmente arbitrária, já estava marcada para cair? Que o diga a prisão injusta de Bolsonaro, o jornalista Filipe Martins, a Débora do Batom, entre outros.
Reforço aqui o comentário do ativista político Max Pitangui em suas redes sociais ao criticar Vidigal por acusar Flávio de covardia por deixar o país. Segundo o ativista, a narrativa de Vidigal exige o mínimo de coerência histórica. Ele citou como contra-argumento o caso de Leonel Brizola, fundador do PDT (partido de Vidigal), que também viveu no exílio durante a ditadura militar. Por acaso Brizola foi covarde? Ah, claro: dirão que não vivemos em uma ditadura como àquela. “Use máscara! Fique em casa! Não questione! O 8/1 é terrorismo”. E, se você pensar diferente, os rótulos embalados e prontos para a oferta de consumo ideológico, que vem da gentalha, são sempre os mesmos: fascista, nazista, homofóbico, racista e por aí vai.
Diante dessa falsa bravata de Sérgio Vidigal e memória curta da ‘fugidinha’ de Brizola, compreendo que o vídeo feito pelo médico negacionista a outros tipos de tratamento da Covid-19, não passa de um ex-político travestido de valentia. Afinal, surfando a favor da esquerda, com o aval da grande imprensa, um STF aparelhado por Lula, uma PF subordinada aos caprichos de déspotas e um Congresso Nacional reduzido a mero despachante dos atos inconstitucionais de Alexandre de Moraes, fica muito fácil gravar videozinho de jaleco posando de “grande político comprometido com a democracia”.
Pare com a farsa e perca o medo, Vidigal: que tal questionar e refletir sobre os absurdos do segundo turno? Seguimos no aguardo de uma fala sóbria do senhor. O ex-prefeito apenas surfou em uma onda de pseudo-coragem, e nada mais.
*O texto é de livre pensamento do colunista*



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