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3 de abril de 2025

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Vereador Dinho, o caveira de Cristo

"Bolsonaro fez o país mudar as suas concepções. nunca se envolveu no esquema de corrupção", disse o vereador. / Foto: Jornal Merkato.

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Entrevistas
Por: José SalucciJornalista e diretor do Merkato

O Merkato entrevistou o vereador Pastor Dinho Souza (PL), na última semana, em seu gabinete, na Câmara Municipal de Serra.

A conversa foi tiro certeiro. Não faltaram críticas pontuais para a secretária de Educação de Serra, Mayara Candido; aos colegas vereadores cristãos, que segundo Dinho, votam em projetos que causam atrito com a fé cristã. Também direcionou crítica ao prefeito Weverson Meireles, por causa do impedimento em exercer o poder fiscalizatório, que compete ao legislativo em instituições e edifícios públicos municipais, como o caso do UPA de Castelândia, do almoxarifado da Prefeitura e dos painéis solares na UBS São Diogo I.

Confira a entrevista com o vereador que recebeu 5.616 votos, o terceiro mais votado da cidade. Dinho também conversou com a reportagem sobre pretensões políticas futuras: será candidato a deputado estadual. Afirmou que ganhará a eleição.

O vereador, o caveira de Cristo, título que ele se autorreferencia, significa o cara que é tudo ou nada, o cara que vai para a guerra, o cara que está pronto para morrer, aquele que não retrocede. Entenda essa simbologia com a história de homenagem aos mártires da fé, através da Igreja Povo da Cruz.

Leia a entrevista e compartilhe!

1 – Vereador Dinho, obrigado por receber a reportagem em seu gabinete. Em primeiro lugar, para quem ainda não te conhece, se apresente ao público, conte um pouco de sua trajetória pessoal até chegar no campo político.

Me chamo Evandro de Souza, sou nascido e criado no bairro Feu Rosa. Aos 19 pra 20 anos de idade, fui morar na Espanha, depois que o meu pai foi assassinado. Então, fui tentar cuidar da minha mãe e meus irmãos. Por lá, trabalhei de servente de pedreiro e depois que aprendi a falar o espanhol, fui trabalhar em uma instituição financeira. Voltei para o Brasil aos 32 anos de idade.

Nesse tempo tive uma crise, por ter me acostumado a outra cultura, queria sair do Brasil novamente. Até que recebi uma palavra de Deus através de um amigo, então resolvi ficar no meu país.

2 – Foi nesse tempo que nasceu a Igreja Povo da Cruz?

Eu decidi ficar no Brasil, tive a crise ministerial, vi que meu tempo na Espanha tinha acabado e decidi obedecer a vocação pastoral. Foi quando eu vi o movimento do grupo terrorista ISIS, ligado ao Estado Islâmico, matando cristãos na beira da praia, em fevereiro de 2015. E nós decidimos ir orar na Praia de Jacaraipe para homenagearmos os irmãos. Começamos os movimentos de oração, e a coisa foi tomando proporção. Assim, nos tornamos uma igreja em março de 2015.

Ali nasceu a igreja… As pessoas foram vindo… Eu deixei claro que o movimento era para homenagear os irmãos que haviam sido assassinados. O pessoal gostou, começou a vir e não parou, e tivemos que nos assumir como igreja.

Outra coisa, quando àqueles cristãos estavam sendo assassinados na beira da praia, eles eram identificados como ‘povo da cruz’, não como cristãos, não como evangélicos. Então, nossa igreja, ela nasceu para representar àqueles irmãos que são os mártires da fé. Por isso o nome da igreja: Povo da Cruz.

3 – O senhor pastoreou a Igreja Povo da Cruz, mas agora está atuando como vereador, como foi essa transição?

Na minha chegada da Espanha para o Brasil, até a minha ida para a política, se passaram 11 a 12 anos. Eu senti que acabou o meu tempo como pastor de uma igreja local, digo isso hoje. Sou muito mais útil na política do que na igreja, no sentido social. Temos poucos pastores ativistas na política. E, eu já estava envolvido no cenário político-social, o meu nome já era citado em jornais, por causa das minhas opiniões, por causa dos meus posicionamentos, as pessoas me ouviam.

Então, eu só não tinha mandato. O que eu decidi foi sair da minha posição pastoral e ir para uma posição política literal. Eu era um pastor na política e, hoje, eu sou um político pastor.

E, também, ver o caso aqui na Serra, da ex-vereadora do PT, a Elcimara. Era uma vergonha pro evangelho! Porque no mandato dela era porta-voz do movimento LGBTQIAP+, nada contra ao movimento em si, mas o cristão não pode ser porta-voz de um movimento que nós não acreditamos, dentro daquilo que o evangelho ensina. Enfim, eu falei: “Não, nós vamos precisar de entrar na política.”

Foi quando o meu amigo Gilvan da Federal, que eu considero meu padrinho político, me convidou para vir, me filiou no PL e bancou a minha candidatura, tanto moralmente, como financeiramente, através do PL. Recebi 5.616 votos, entrei sabendo que era possível ganhar a eleição.

4 – E que tipo de trabalho político-social o senhor já realizava antes de ser vereador?

Eu sempre militei pelas causas das crianças. Então, o nosso projeto que chama “Nossas Histórias Curam”, é um projeto de um amigo, o Pastor Anderson Silva, de Brasília. Eu trabalhei com o Pastor Anderson por 10 anos nesse projeto, que trata de abuso sexual infantil dentro das igrejas.

Inclusive, recentemente, nós ajudamos prender um pastor aqui na Serra, em janeiro, de 2025, pelo nosso projeto. Então eu sempre combati o abuso sexual na frente da igreja. Eu fiz aquilo que os olhos não viram. Não tapei buraco, não cortei árvore, mas eu estava nos bastidores trabalhando em defesa das nossas crianças, em defesa da nossa fé.

5 – Vamos falar do seu mandato. Nesses três meses de trabalho, como o senhor avalia seu desempenho?

Eu sei que com as minhas posições políticas, eu não consigo fazer muita coisa social pela minha cidade. Não consigo porque nossa cidade é majoritariamente de esquerda, ainda que eles não falem sobre isso. Porque o PDT está governando o nosso município por muito tempo.

Então, eu avalio que a minha vida na Câmara Municipal, ela foi um presente para os conservadores. Já impedi, aqui na Casa, pelo menos cinco projetos de lei de serem votados, que eram contra a igreja, contra a fé, contra as crianças.

Eu avalio que eu posso não ser o cara que tá fazendo gol. As pessoas podem me olhar, e ver que não tem nenhum projeto do Pastor Dinho aprovado. Mas, no time, temos atacante e zagueiro. Eu te garanto que, eu estou sendo um bom zagueiro aqui dentro.

6 – Recentemente, o senhor votou contra um projeto de cultura, o qual a Câmara aprovou, da atriz, youtuber, palestrante e drag queen Rita Von Hunty, por quê?

Nenhum problema se esse drag queen não esteja militando contra a minha fé. Tenho amigos, de verdade, que são homossexuais e respeitam a minha fé, a família e as crianças. Não é o caso desse drag queen, que é um ativista de esquerda, que estava em um evento nacional socialista, que ataca a minha fé, que ataca as crianças, que diz que existem crianças transgêneros.

Ou seja, o problema não é contratar um drag queen. O problema é contratar um drag queen que é ativista do Partido Socialista Brasileiro, tendo narrativas contra o conservadorismo, contra a anistia. Eles não estão trazendo para a cidade uma produção cultural. Ele podia cantar, dançar, mas não se trata disso.

Olha a palestra dele: “Diálogos sobre o Brasil: cultura, gosto e sociedade”. Como é que o cara desse vai falar sobre cultura? Cultura de quê? Contra a direita, contra o conservador? Porque é isso que ele mostra nas redes sociais dele. Então, esse projeto que foi votado, e repito, com o aval de alguns cristãos dessa Casa, agora está sendo usado para militar contra a própria igreja. Então, como eu avalio o meu o meu mandato? Sou um zagueiro aqui dentro. Às vezes não consigo evitar alguns gols, mas muitos gols eu evito.

7 – Nesse tom de posicionamentos contundentes, o senhor tem feito críticas à secretária de Educação, Mayara Candido, em suas redes sociais, como também em plenário da Câmara de Vereadores de Serra, por quê?

Estamos falando de uma secretária de Educação, que está usando o boné do grupo terrorista MST, que é um grupo que invade terras no nosso país. Nós estamos falando de uma secretária que aparece com o broche do Lula, um ladrão. Lula foi condenado nas três instâncias, quebrou o Brasil, é um bandido, um safado, foi beneficiado pelo STF.

O maior problema é que, dentro dessa indicação que o prefeito falou que não tinha vínculos com o PT, nós pegamos uma secretária de educação ativista de esquerda. Mas minhas críticas não são apenas embasadas em ideologias políticas. Legalmente falando, faltam uniformes nas escolas, faltam professores nas escolas, falta estrutura nas escolas, falta merenda nas escolas, estrutura de câmeras, de ar condicionado… Tá faltando professores na educação especial. Eu visito as escolas. Eu estou impedido, pela Procuradoria da Casa, que me deu um parecer negativo, para a não realização de fiscalizações, só posso fiscalizar se for demandado pela Comissão de Educação, ou qualquer outra Comissão. Porém, existem vereadores fiscalizando sem ser denunciado. Isto é outra crítica que gostaria de tratar, mas em uma próxima entrevista.

Mas, eu posso garantir que essa pessoa não é uma pessoa qualificada moralmente para gerir a educação das crianças da nossa cidade. A secretária de Educação é incompetente. Ela é inexperiente. Falta competência na atual gestão.

8 – Vereador Dinho, vamos caminhar para o final da entrevista. Gostaria de dizer alguma coisa relacionado à Câmara de Serra?

Não, só quero falar que Lula é ladrão e que, se Deus quiser, em breve, nós vamos vê-lo atrás das grades novamente, para onde ele nunca deveria ter saído.

9 – Pretensões políticas?

Sim, sou pré-candidato a deputado estadual para 2026, já alinhei com o meu partido.

10 – Caso não ganhe, reeleição para vereador seria certo ou viria para Prefeito de Serra?

Não ganhar? Não existe essa possibilidade. Eu vou ganhar essa eleição.

Bolsonaro teve 141.000 votos na cidade de Serra. O que a cidade de Serra teve até hoje foram candidatos melancias, que enganaram conservadores. Posso citar Vandinho Leite, Bruno Lamas, que sempre estiveram com um pé na esquerda e um pé nas igrejas, um pé no conservadorismo. E esse tempo deles acabou aqui, entendeu? Eu farei o possível e o impossível para desmascarar cada um deles no próximo ano e mostrar para o conservador que, talvez, eu, e mais outros, que se levantem e sejamos a opção real do conservadorismo.


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