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5 de abril de 2025

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Aulas do cursinho “Podemos Mais” retornam neste sábado (05)

Turma do cursinho "Podemos Mais", de 2024. / Foto: Divulgação)

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Terceiro Setor/Educação
Por: José SalucciJornalista

O cursinho popular “Podemos Mais” está de contagem regressiva. Amanhã (05), às 14 horas, o pontapé inicial da nova jornada de estudos, rumo ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), terá sua primeira aula do ano. Com um grupo de profissionais entre professores, articuladores e coordenadores, o projeto social inova este ano: abre espaço para duas turmas, ambas com 30 alunos.

Em 2024, o “Podemos Mais”, atuante na Escola de Vila Nova de Colares – Serra, se destacou em seu trabalho educacional aprovando alunos e alunas, que ingressaram este ano, em universidades federais, estaduais e cursos técnicos. É o caso da Laura Eduarda de Moura da Silva, 22 anos, que passou no curso de design, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

“O Podemos Mais me ajudou a relembrar os conteúdos do ensino médio, já que terminei há bastante tempo e, também deram muitas dicas que foram úteis para meu resultado e para manter a calma durante o processo, e graças a ajuda de uma professora do cursinho, consegui alcançar 920 pontos na redação”, disse a moradora de Jacaraípe.

A estudante também enfatizou elogios ao projeto social, que é bancado pelos próprios professores e recebe ajuda de parceiros na distribuição de material didático.

“Admiro que o cursinho não se limitou apenas ao conteúdo acadêmico, mas também nos deu apoio em relação ao psicológico e conselhos para lidar com a prova. Além de ser totalmente gratuito, já que eu não teria condições de pagar um particular. Não sei se passaria sem o cursinho, mas de qualquer forma, teria sido bem mais difícil sem ele”, observou.

Outro aluno que está comemorando a vitória de poder ingressar no mundo universitário é o Fábio Henrique Verginio Ozório, 24 anos, morador de Vista da Serra I. Ele disse em que o cursinho lhe ajudou, e o que foi marcante pra ele. “O Podemos Mais me ajudou, principalmente, na redação, a organizar meus argumentos. E me marcou na forma como o cursinho me abraçou e abraçou a todos que precisavam estudar para o Enem”, disse.

Aula do cursinho “Podemos Mais”; no Centro Social São José de Calasanz, turma de 2023. / Foto: Rede social do projeto. Clique na imagem!

História do Podemos Mais

O cursinho “Podemos Mais”, que funciona na Escola de Vila Nova de Colares – Serra, faz parte de a Rede Nacional de Cursinhos Populares Podemos Mais, criado pelo Levante Popular da Juventude, movimento espalhado em todo o Brasil, que milita por causas educacionais da juventude brasileira. O projeto, aqui em Serra, começou com uma educação informal que, a priori, não esteve envolvido com livros e sala de aula, porém conscientizou a sociedade em assuntos de cidadania.

O projeto social teve iniciativa ao combate à fome, à época dos casos de Covid-19, como conta o professor Fernando Leal, de sociologia, um dos criadores do cursinho. “A gente começou a organizar os processos de doação de cesta básica, fizemos outras atividades também relacionados ao combate à fome e contra o coronavírus”, contou.

Com a prática dessas atividades voluntárias, o professor explica a extensão e proporção que o trabalho ganhou. “Nesse processo surgiu, também, essa necessidade de aprofundar o tema educacional, indo para uma das necessidades que têm nos bairros aqui: ter uma preparação para o Enem. Isso aí era uma dentre as diversas pautas que são demandas tanto de Feu Rosa, quanto de Vila Nova de Colares. E aí, a gente enveredou por esse caminho, e resolvemos criar esse cursinho”, explicou.

Escola Vila Nova de Colares – Serra. Aula do professor de filosofia Douglas Meneguitti, no cursinho “Podemos Mais”, em 2024. / Foto: Divulgação. Clique na imagem!

O projeto social, focado em preparar os estudantes a fazerem o exame do Enem, teve um ensejo em 2021, onde alguns aulões para o preparatório foram ministrados. No ano seguinte, o “Podemos Mais” tomou forma de curso, iniciando com uma turma de 30 alunos, entre jovens e adultos. No ano de 2024, exatos 20 alunos do cursinho foram aprovados em universidades estaduais e federais, além de curso técnico.

A articuladora do “Podemos Mais”, Milena Santos de Almeida, 23 anos, que também atua na coordenação do projeto, explica sua função diária. “Eu trabalho com a vivência dos jovens. Faço a articulação nas escolas, nas redes sociais. Quando a gente vê o jovem na universidade, a gente fica com o coração quentinho”, disse com orgulho.

À esquerda na foto, Milena santos, hoje articuladora e coordenadora do “Podemos Mais”. Ao seu lado, um dos criadores do projeto, Fernando Leal, que foi professor de Milena no ensino médio. / Foto: Divulgação. Clique na imagem!

Educação Popular x Podemos Mais

Com uma educação voltada à necessidade do estudante, para promover sua autenticidade, a Educação Popular visa dialogar com a realidade do aluno, usando o método que valoriza os saberes de sua cultura, ou seja, de suas experiências pessoais, os saberes de vida. Dessa forma, o diálogo entre estudantes e professores, sociedade e educação se tornam mais próximos e leais no processo educacional.

A Educação Popular, segundo o professor Fernando Leal, pode ser executada em qualquer espaço formal: igrejas, espaços comunitários, sindicatos, associações, podendo até ser praticada em ambiente escolar.

“A Educação Popular parti de uma realidade do aluno e aluna, ela utiliza a educação como uma forma de compreender àquela realidade. Porque aí, o ensinar não fica aquela coisa só teórica, algo abstrata demais. Então é trazer para o concreto, trazer para vida vivida pelo estudante. Então essa educação popular, ela pode ser feita tanto dentro da escola, quanto em outro espaço”, explicou o professor Fernando Leal.

O docente finaliza sua fala observando a Educação Popular em seu ponto de vista. “Pra mim a educação popular é uma prática de transformação na vida do jovem, da realidade e da própria educação. Porque a gente consegue ver a mudança do jovem, que antes não tinha, que não tinha uma determinada perspectiva de passar no vestibular ou algo do tipo. A gente vê melhorias no caso da sociedade, de mudança dentro do bairro, entre outras coisas e a gente vê a possibilidade de ver e pensar a educação de outra forma”, concluiu.


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