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A relação entre a família e a escola

Imagem: Divulgação.

15 de maio é o dia internacional da família. Como educadora, não posso deixar de pensar na relação estabelecida atualmente entre a família e a escola. Como anda essa relação e como interfere na formação humana?

Houve um tempo em que os filhos eram educados com muita rigidez e medo. O respeito pelos pais não estava solidificado em uma educação em que houvesse diálogo. Era uma relação unilateral: os pais mandavam e os filhos obedeciam.

Havia costumes e tradições que eram impostos com extrema rigidez, tornando os jovens reprimidos. A transgressão de qualquer regra era refreada com castigos, não raras vezes corporais. Era o medo desses castigos que mantinha os filhos submissos a seus pais.

A partir dos anos 60, na tentativa de acabar com o autoritarismo estabelecido por seus pais e avós, os pais modernos passaram a procurar uma outra forma de educar seus filhos. Então, o que deveria abrir uma porta para o diálogo e a afetividade familiar, na verdade criou um abismo entre as diferentes gerações envolvidas. Os pais passaram a superproteger seus filhos, dando-lhes, muitas vezes, total autonomia para decidirem suas vidas. Por um tempo, acreditou-se que impor limites era uma conduta inadequada. Cury (2000, p.52) diz:

Antigamente, os pais eram autoritários; hoje, são os filhos. Antigamente, os professores eram heróis dos alunos; hoje, são vítimas deles. Os jovens não sabem ser contrariados. Nunca na história assistimos a crianças e jovens dominando tanto os adultos. Os filhos se comportam como reis cujos desejos têm de ser imediatamente atendidos.

Essa questão gera muitos conflitos, principalmente adicionada ao fato de as novas gerações estarem cada vez mais expostos a informações, questionando os critérios de educação e os valores apresentados por seus pais.

E então, quando entra no universo escolar, a criança encontra um mundo desconhecido, no qual ela é tratada de forma diferente. Em casa, de um modo geral, ela é única e absoluta. Na escola, ela aprenderá o significado do coletivo. Seus desejos não são mais prontamente satisfeitos e terá que lidar com deveres e regras. Só assim, poderá se tornar um cidadão ou cidadã ciente de suas limitações.

Hoje temos crianças com comportamentos agressivos, que não respeitam ninguém e que, provavelmente, se transformarão em adultos despreparados para a vida fora do lar. Na escola, não temem nenhum tipo de ameaça, pois entendem que são “donas” da escola e “patroas” dos profissionais da educação. “Percebo que as crianças têm dificuldade de estabelecer limites claros entre a família e a escola, principalmente quando os próprios pais delegam à escola a educação dos filhos.” (TIBA, 2002, p.180)

E então, temos a dúvida: cabe à família ou à escola o papel da educação de nossas crianças? A resposta correta é: cabe às duas. A família deve ser a base para questões de espiritualidade, humanidade, respeito, tradições, enquanto a escola, além da educação acadêmica, ensina o conceito de coletividade. É na escola que a criança vai aprender a respeitar o espaço público, o outro e o que é do outro, a socialização, valores essenciais para o desenvolvimento psicossocial.

Pais que não têm consciência de sua responsabilidade no desenvolvimento da maturidade de seus filhos, que não consideram sua influência nessa formação e que, consequentemente, não exercem autoridade sobre eles, têm pouca chance de ver seus filhos sendo adultos bem sucedidos.

Escolas que não passam de estabelecimentos comerciais e veem seus alunos como meros consumidores, não estão comprometidas com a educação.

Família e escola devem reaprender a caminhar juntas, pois têm um objetivo em comum: a educação e preparação dos jovens para a vida. Ambas têm a obrigação de desenvolver esse processo de maneira eficiente, já que o resultado disso pode significar o sucesso ou insucesso desses jovens, que são o futuro do país.


Magda Simone Tiradentes – *Mestre em Letras pelo Mestrado Profissional em Letras (IFES). Experiência na docência de Língua Portuguesa (Ensino fundamental II), atua na Secretaria de Educação da Serra, com a Formação Continuada de Professores de Língua Portuguesa.

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