Bolsonaro tinha razão

(Imagem: BBC)
Coluna Polítikus
Por: José Salucci – Jornalista

“Negacionista”, será? Quem não se lembra desse jargão imposto pela esquerda brasileira, enquanto a sua burricada reproduzia a narrativa nas redes sociais em tempos de pandemia do coronavírus?

À época, lembro-me muito bem, os almoços de família aos domingos viraram um verdadeiro Fla-Flu. Pasmem! Casamentos terminaram em divórcio, assim como amizades e relacionamentos amorosos. Eu mesmo fui vítima: meu professor de violão me cancelou e a namoradinha do meu primo só falava comigo em tom odioso. E agora, José? Continue lendo que te conto que a polêmica serviu até para boicote sexual.

Como eu estava em casa no lockdown, completamente sozinho por seis meses (minha mãe em Curitiba e o aeroporto bloqueado), resolvi experimentar um aplicativo de relacionamento para puxar assunto, já que sou falante. Encontrei a foto de uma jovem de formosura agradável aos meus olhos, mas com o cérebro em decomposição político-filosófica. Em seu magnífico perfil, havia uma frase — quase um letreiro de uma lápide — transmitindo uma convicção cartesiana: “Se for bolsonarista, nem adianta curtir minha foto”.

Mas, como “mamãe passou açúcar em mim”, segundo a música de Carlos Imperial, consagrada na voz emblemática de Wilson Simonal, cliquei na foto. Ela era professora de História… Hum, hum! E curtiu de volta! Bom, o assunto aqui é negacionismo, você deve estar me perguntando. Sim, claro, te entendo, leitor. É que eu não renego uma mulher cheia de certezas que, com poucas palavras de um poeta canastrão… Enfim, vocês sabem! Ela me adorou. A conversa foi picante, mas não marcamos encontro, que pena! E mal sabia ela que eu era a favor da desgraça mundial: o uso da cloroquina.

Voltemos ao caso científico. Diários secretos do ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), Anthony Fauci, obtidos pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., revelam que o “mago da pandemia” sabia perfeitamente que estava mentindo ao público sobre a origem do vírus em Wuhan, o uso de máscaras, o distanciamento, a imunidade natural e a eficácia das vacinas. Ele está sendo acusado por Donald Trump e por republicanos de ter ocultado esses fatos.

Em um tempo de tantas divergências diante do aparelhamento sanitário mundial, nada mais justo do que questionamentos incisivos sobre a necessidade de estudos aprofundados referente aos efeitos colaterais das vacinas e aos processos metodológicos para a comprovação da ivermectina e da hidroxicloroquina. Mas, a Grande Imprensa assumiu o lado “democrático”, claro: cancelar todo aquele que mencionasse o debate sobre o uso desses medicamentos em fase inicial.

Usados há bastante tempo e com comprovado nível de segurança — afirmação da médica e cientista Dra. Nise Hitomi Yamaguchi —, esses fármacos foram o estopim para que ela fosse humilhada por um grupo de senadores na CPI da Pandemia, em junho de 2021. Na ocasião, a doutora nem sequer teve condições de responder, pois as perguntas tinham o claro intuito de desmoralizá-la. Lembram disso? E olha que se tratava de uma MULHERRRR, mas isso é assunto para outro artigo.

Diante de histórias de amor interrompidas, de sexo não consumado, de amigos se separando e de famílias se dissolvendo, acompanho os acontecimentos recentes no Senado dos Estados Unidos envolvendo Anthony Fauci. A expectativa é que a verdade venha à tona. Não se trata de centralizar a pauta em Jair Messias Bolsonaro, mas de 700 mil vidas que se foram sem o direito de saber a verdade, e quem são os atores envolvidos nessa trama mundialmente diabólica. Quem é o negacionista agora? Acho que vou ligar para a professora de História… Quem sabe a gente… Deixa para lá, dá preguiça.

Quem acompanha meus artigos de política sabe que escrevo com humor, no verdadeiro estilo da crônica jornalística. Inclusive, fico triste ao ver que o jornalismo, no Brasil, está na UTI. Ver uma ONG em Vitória, que faz jornalismo comunitário, publicar um vídeo apresentado por uma adolescente, a qual nem jornalista é, muito menos médica, e não entende absolutamente nada do assunto, se posar de Highlander para dar lição de moral nos pais e chamar de “negacionista” quem não concorda em vacinar os filhos, é lamentável. Esse vídeo deveria sair do ar. Isso sim é desinformação.

Agora, muitos médicos estão usando as redes sociais para denunciar os abusos e o silenciamento que sofreram à época do Covid-19. Muitas mortes ocorreram de forma inconsequente por causa de uma imprensa que “passou pano”. Dá até nojo. Ah, Renata Vasconcelos, as pessoas não viraram jacaré, elas viraram defuntos mesmo.

Continuarei acompanhando as investigações conduzidas pelos parlamentares americanos, que reacendem um debate que nunca deveria ter sido calado: o da transparência, o da ciência aberta e o do direito da sociedade de conhecer todas as evidências. A busca pela verdade não pode ter lado político; deve estar comprometida com os fatos, com a ética e com a vida.

A ciência só evolui quando existe liberdade para questionar, investigar e revisar conceitos. Nenhuma autoridade está acima do escrutínio e nenhuma verdade deve temer a investigação. O tempo sempre revela aquilo que tentaram esconder.

Defendi que os médicos tivessem autonomia para tratar seus pacientes de forma individualizada, fui chamado de negacionista. Medicamentos como a ivermectina e a hidroxicloroquina foram estudados e utilizados em diferentes países, como relata a Dra. Nise Yamaguchi, especialmente no início da crise, quando ainda havia muitas incertezas. Pois é: uma cientista especializada foi reprimida no debate, enquanto a garota influenciadora digital faz vídeo condenando pais e deixando evidente que o jornalismo virou mera disputa de narrativas, onde os fatos pouco importam.

Cada dia mais se comprova que a esquerda política é a verdadeira negacionista da razão, do debate e da sanidade mental. Por isso, agora podemos dizer: Bolsonaro tinha razão.

*O texto é de livre pensamento do colunista*
José Salucci – *Reside em Serra *Jornalista *Diretor-presidente do Merkato (Foto: Thais Gobbo)
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