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Para que servem as escolas?

Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39 Coluna Letrados Por Samuel J. Messias / Mestre em Educação. O papel das escolas na sociedade As escolas desempenham

Instituto Rosa Darquis, uma casa de mãe

Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39.


Entrevista / Lideranças

O Merkato continua com a série “Lideranças”. Na ocasião, gestores, que pertencem a alguma Organização da Sociedade Civil (OSC), como presidentes, fundadores e coordenadores, estão sendo entrevistados.

O Terceiro Setor é um instrumento de empreendedorismo relevante para transformação social. Nessa série de entrevistas, você conhece histórias de pessoas que são verdadeiros agentes políticos na sociedade.

A nossa entrevistada de hoje é a Rosa Darquis. “As rosas não falam”, disse o compositor Cartola, em trecho de sua música: “As Rosas Não Falam”. Mas essa rosa que você irá conhecer, leitor, tem poder de fala, de ação, de cidadania e altruísmo.

Ela já trabalhou como diretora na Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (SEDIR), em 2009; atuou como coordenadora da Casa Cidadã da Serra Sede, à época, avaliada como melhor coordenadora; é engajada com movimento sindical; articuladora política na Associação de Moradores de Valparaíso; é mãe de três filhos; avó de sete netos e tira tempo para cuidar do seu novo projeto social: Instituto Rosa Darquis, o qual atende de 140 famílias, ofertando alimentos â famílias com diversas necessidades.

Conheça, agora, a infância, os valores, a vida dessa agente política e o lado de empreendedora social. Rosa Darquis e o instituto são uma coisa só. Leia a entrevista que você entenderá.

1 – Rosa, se apresenta para o leitor falando da sua infância, seus valores de vida e sua veia pela política.

Meu pai era militar, deixou minha mãe com 3 filhos pequenos; somos uma família de sete irmãos. A minha infância, eu passei ajudando minha mãe, que lavava roupa para fora. Nós passávamos muita necessidade, mas tínhamos amor uns pelos outros. Então, eu cresci trabalhando, não tive oportunidade de estudar, porque eu parei para ajudar minha mãe em questão do trabalho. Era eu quem buscava as trouxas de roupas, eu era a filha que ajudava em tudo.

E em relação aos meus valores, são valores que eu não abro mão. A educação que minha mãe me deu e para meus irmãos, é para a vida. E hoje, eu aplico isso aos meus filhos, para meus netos, vizinhos e mais… E sobre a veia política, eu me casei e fui morar no Rio de Janeiro, quando eu voltei, fui trabalhar em uma empresa e me envolvi no movimento sindical. Ali, cresceu o meu amor pela política sindical, a solidariedade com o próximo e por aí foi…

2 – Vamos falar de movimento sindical. Há críticas sobre o movimento sindical, principalmente por parte da ala mais conservadora na política, e, também por uma parte da elite brasileira. O que você gostaria de pontuar nessa questão do movimento sindical ser um agente de construção à democracia?

Eu venho de um sindicato de asseio, conservação e limpeza pública, o Sindilimpe-ES. Eu fiz parte do Sindilimp de 2002 a 2010. Eu fui diretora de Base. Eu trabalhei na Multlimp, como auxiliar de serviços gerais.

A nossa categoria é uma categoria muito sofrida. Tira-se pelas mulheres que trabalham em escola, né! São as Margaridas que trabalham limpando as ruas de Vitória, e aqui, na Serra, agora que chegaram as Margaridas. Então, como eu ia dizendo, a nossa categoria é muito sofrida. O sindicato, principalmente o Sindlimp, foi crucial na vida dessa categoria, porque hoje, se o gari tem salubridade, foi por causa da nossa luta; se as mulheres de asseio e conservação têm 20% de salubridade, a luta foi uma conquista nossa. Então pra nossa categoria, o sindicato foi de muita eficácia na vida dessas pessoas. Porque quando você pega o ticket de alimentação, o salário que, além da cesta básica que você ganha da empresa, a qualidade de vida dessas famílias mudou muito.

3 – Além do seu trabalho, você se envolve com as questões sociais, por quê?

Eu sempre gostei de ajudar o próximo. Eu acho que se você não veio a esse mundo para servir… eu sempre falo que você não serve nem pra viver. Porque você não é nada sozinho. Pra morrer você precisa de alguém pra te levar até o buraco.

Se você não ajudar o próximo, você não precisa de existir!

4 – E por falar em servir, em meio a pandemia da Covid-19, em 2020, veio à sua porta a oportunidade de servir. Nesse tempo, os primeiros passos para seu instituto começaram a ser ensaiados, mesmo sem você pensar nisso, conta essa história.

Começou no início da pandemia do Covid-19, em 2020. A Bárbara, que mora, aqui, no condomínio Valparaíso 1, tinha uma família que precisava de uma cesta básica. A Bárbara pediu uma cesta básica e eu providenciei. Aí foi chegando mais uma pessoa e foi chegando mais uma, e mais uma, e o que aconteceu? Um supermercado, que tem loja em Valparaíso, me chamou e me perguntou se eu não aceitaria pegar as verduras que não eram selecionadas para ir à banca, se eu queria pegar. Eu aceitei. Aí, nós começamos a pegar as verduras, levar pra casa e separar os alimentos. Eu fiz um grupo de WhatsApp com essas meninas. A minha casa e a casa da Dilma viraram um ponto de entrega. Entrega de cesta básica, frutas, legumes e verduras.

Em relação a cesta básica, nós temos os parceiros. Recebo a doação em dinheiro. O que eu faço com o dinheiro? Ligo para a “Oi Frango” (empresa) e eles vem trazer, aqui, no condomínio. Isso virou um trabalho.

Com isso, uma amiga minha, que é assistente social, a Lívia, ela me disse:

– “Rosa, abre um Instituto”.

– Eu disse: “Lívia, eu não tenho estrutura pra isso agora”.

Mas eu pensei… aí virou o Instituto Rosa Darquis. Nós conseguimos uma casa em Feu Rosa… Esse ano que consolidou o instituto. A casa em Feu Rosa a gente paga aluguel… O instituto funciona, aqui, no condomínio e em Feu Rosa. Enquanto a casa não tiver organizada, os produtos vêm pra cá. Eu busco os alimentos com a Dilma, com a Adriana ou com a Suelen… todas amigas de condomínio, que pertencem ao instituto… Atendemos 140 famílias; todas são cadastradas.

“Respeito, amor, solidariedade. Eu sempre me coloco no lugar do outro”, disse Rosa Darquis. / Foto: Divulgação. @instituto.rosa.darquis

5 – Quando foi a inauguração do Instituto Rosa Darquis em Feu Rosa e como ele funciona?

Em setembro de 2023, eu comecei a fazer a reforma. Contratei um pedreiro. Aí, através de um amigo, arrumamos as paredes, ganhei a pintura, ganhei um sofá, dois freezers, 30 cadeiras… Lá, é alugado, e quem paga é um amigo meu. A casa tem dois quartos, uma cozinha, um banheiro, uma sala, uma área grande e uma área de frente…

Também estamos fazendo parceria com costura, artesanato em vidro, para qualificar as mulheres. Fora isso, nós encaminhamos para o mercado de trabalho. Eu não dou só o alimento.

E a parte de funcionamento, o instituto entra com a entrega da alimentação… Eles pegam os produtos comigo toda semana, isso já é um dinheiro que eles economizam para investir em outras coisas na família. O dia que uma família me procurar e disser que não precisa mais, ela sai e dá espaço para outra pessoa. O instituto vai auxiliar você até onde não der mais. Nós não somos assistencialistas!

6 – Como é que você define o Instituto Rosa Darquis?

Eu defino o instituto como uma casa de mãe. Você vai, lá, você vai almoçar, vai jantar, vai receber conselhos e vai embora pra sua casa. Se precisar de puxar a orelha, no bom sentido, eu vou puxar. A gente encaminha pro mercado de trabalho, como aconteceu com uma menina. Consegui um trabalho pra ela de caixa de supermercado. Ela me ligou e disse que ‘nem morta vou trabalhar no mercado, mercado é um serviço escravo’. Eu cortei a ajuda. Então assim, pra eu te ajudar você tem que se ajudar, porque você tem que entender que você tem filhos pra sustentar. O instituto está aqui pra te auxiliar, segurar sua mão enquanto você pode. O instituto é casa de mãe. Eu não trabalho com essa questão de dar comida pros outros, lá não vai ter comida, é apenas um jeito de falar que é casa de mãe. Eu prefiro que eles levem os alimentos e confeccione na casa dele.

7 – Qual é o foco do instituto em relação ao serviço que ele irá prestar, quando a casa tiver totalmente pronta?

O meu desejo é colocar na casa: arroz, feijão, macarrão, verdura, fruta, carne, alimentos… É casa de mãe (disse sorrindo). Quero mexer só com alimentos, já me doaram roupa, mas não quero trabalhar com esse segmento.

8 – Rosa, durante essa entrevista, você citou sua mãe com muito carinho. Sendo mãe de três filhos e com sete netos, é visível o seu querer cuidar de todo mundo. Nasce um instituto, diante de uma necessidade humanitária, e agora você expressa que o instituto é casa de mãe. Que relação você faz com o Instituto Rosa Darquis e a dona Juvência Teixeira?

Minha era uma mulher notável. Ela ajudava todo mundo que chegava na casa dela. Toda vez que o carteiro chegava, lá, em casa, ele recebia uma toalhinha pra enxugar o rosto, tomar café, comer um pão. O caminhão da coleta de lixo passava, o motorista tinha que descer pra tomar café. O gari, que varria a rua, ganhava água gelada, podia esquentar a comida dele na casa dela. Então, nós crescemos vendo minha mãe ajudar o próximo. E desde pequena ela dizia: “Rosinha, tem que ajudar todo mundo!”. E dizia também: “Rosinha que é o pede boi, aqui, de casa”. Você num amarra uma corda na cabeça do boi e vai levando ele e o boi vai carregando um monte de coisa [sic]… Era a frase dela. Se mamãe te visse, hoje em casa, você não saia da casa dela sem um presente… sem um paninho de prato, como ela gostava de dar. E como te falei, dessa vida a gente não leva nada, a não ser o que você faz pelo próximo. (concluiu sorrindo).


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