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Língua e discurso

Imagem: Divulgação.

Novembro é um mês muito importante para a luta contra o racismo. No dia 20 foi o dia da Consciência Negra. Não há como negar a importância da data como modo de valorização da história e luta em favor de uma sociedade mais justa, equânime e plural. Como educadora e cidadã, aponto a necessidade de ter um olhar atento a nossas práticas para que a história das nossas raízes e a identidade de um povo não seja corrompida e sua diseeminação não aconteça apenas em uma data pontual, mas durante toda nossa vida.

A lei 10.639, de 2013, estabelece a obrigatoriedade de se trazer a temática “História e cultura Afro-brasileira” no âmbito de todo currículo escolar. Isso siginifica não limitar as ações nesse sentido a projetos pontuais sobre a temática, culminando no dia da consciência negra, mas manter um discurso constante de valorização dessa cultura, que é nossa e de nossos antepassados.

E como sou professora de Língua portuguesa, trago, para nossa reflexão, o racismo que está impregnado em nosso modo de falar. Ainda insistimos no uso de um vocabulário que corrobora a ideia de desvalorização do povo negro.

Precisamos repensar nosso modo de agir, e também de dizer. O pior tipo de racismo é aquele velado e ignorado, escondido em falas tidas como “normais”, cujo quetionamento é tido como um simples “mimimi”.

Não podemos negar que por trás das palavras há um discurso. E como a língua faz parte de uma estrutura social na qual o racismo ainda perdura, ela também se deixa resvalar por preconceitos que estão tão arraigados, que nem nos damos conta.

O racismo linguístico consiste em utilizar determinadas palavras ou expressões que fortalecem a ideia de que o negro está ligado a algo negativo e o branco ao positivo. Palavras como “denegrir” ou “mulata”, expressões como “inveja branca”, “”alma branca”, “Amanhã é dia de branco”, que reafirmam o branco como algo desejável e o negro com algo evitável, trazem consigo, não só um significado, mas também um discurso. E precisamos mudar esse discurso. Talvez você pense que, quando utiliza essas expressões, não tem a intenção de ofender ninguém e que elas já fazem parte de nosso vocabulário, por que mudar? Mas temos que compreender que a nossa fala transmite valores e que rever nosso modo de agir e falar faz parte do processo constante de nossa evolução como seres humanos. É pejorativo? Reduz ou desmerece certo grupo ou pessoa? Por que manter? A grande beleza da nossa língua é sua diversidade e, para cada palavra ou expressão racista que comumente usamos, há mais um tanto de outras palavras que as substituem e que fortalecem nossa humanidade.

Não se trata de mimimi. A dor que dói no outro talvez não possa ser traduzida em palavras, mas as palavras podem traduzir um modo de vida antirracista. Pense antes de falar, e use sua fala como discurso de valorização de nosso povo e de nossa cultura.


Magda Simone Tiradentes – *Mestre em Letras pelo Mestrado Profissional em Letras (IFES). Experiência na docência de Língua Portuguesa (Ensino fundamental II), atua na Secretaria de Educação da Serra, com a Formação Continuada de Professores de Língua Portuguesa.

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