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Mães de usuários protestam contra o fechamento do CAPSij

Amor incondicional que faz reivindicar, manifestar e educar os seus filhos. A luta de Schirley de Oliveira, Flávia Braga e Lucinéa Turrini tem o mesmo propósito quando o assunto é a mudança do CAPSij de Itapuã, região 1, para Jabaeté, região 5 de Vila Velha.

Na manhã de ontem (05), algumas mães de crianças e adolescentes, que possuem algum tipo de transtorno mental grave, protestaram, em frente ao CAPSiJ, com cartazes e faixas, o posicionamento da Prefeitura de Vila Velha à remoção do CAPSi de Itapuã para Jabaeté.

A polêmica está sendo resolvida na justiça. Na semana passada, o juiz Délio José Rocha Sobrinho, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Vila Velha, determinou que a gestão de Arnaldinho Borgo (Podemos), mantenha o CAPS IJ, em funcionamento até a próxima sexta-feira (7), data da audiência de conciliação.

Com um filho de 15 anos de idade, que possui diagnóstico de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), TOD (Transtorno Desafiador de Oposição), TEA (Transtorno do Espectro Autista), Lucinéa Turrini, contadora, dispara a sua opinião sobre a tentativa da Prefeitura de fechar o equipamento.

“Não existe, na Rede de saúde, outro lugar que atenda crianças e adolescentes com transtornos severos. A luta é para que tenha um CAPSij na região 1, e abertura imediata do CAPSij em Jabaeté, região 5. Jabaeté é de difícil acesso. São poucas as linhas de ônibus que fazem esse trajeto. Além da dificuldade das crianças especiais andarem em transporte público. Não é apenas uma dificuldade de acesso ou distância. Existe um custo social, um custo humano. A saúde mental dessas famílias  será mais abalada”, opinou Lucinéa, mãe de Lucas, que é atendido desde 2018 no CAPSij.

Outra mãe que está à frente dessa luta é a Schirley de Oliveira, estudante de enfermagem, 39 anos. Há 5 meses seu filho, Maykon de Oliveira, 14, é assistido pela equipe multidisciplinar de saúde mental do CAPSij. Em pouco tempo de tratamento, a mãe já compreendeu a importância do trabalho realizado no município de Vila Velha e comenta a dificuldade que seu filho enfrentará com a mudança do equipamento para Jabaeté. “A maior dificuldade que ele enfrentaria seria a de ambientação. Ele não aceita bem as mudanças, ao qual ele já está acostumado. Meu filho não consegue ficar muitas horas preso em um lugar. O novo coordenador do CAPSij informou que as crianças da tarde só saírão da unidade de Jabaeté às 19 horas, isso é um absurdo”, desabafou Schirley, que tem seu filho diagnosticado com TDH, TEA e TOD.

Uma terceira mãe que esteve presente no local, em manifestação, é a Flávia Braga, mãe do Brian, que tem diagnóstico de TEA. “Eu não sou contra abrir o CAPS em outro lugar. Eu sou contra em não deixar o CAPS aqui em Itapuã. Eu quero que deixem o CAPS aqui em Itapuã. Porque as crianças daqui… da zona 1… como ficaram respaldadas? Eu sou deficiente visual e pegar ônibus com autista é muito dificultoso. Eu peço ao nosso governador que nos ouçam”, apelou.

Em meio a tantos pedidos e protestos, os fatos polêmicos têm ocorridos durante a semana passada até atual data. Segundo uma das mães que esteve no local para se manifestar disse que os servidores estão sofrendo retaliações, inclusive por terem negado a ordem de retirar os cartazes que as próprias mães e familiares, fixaram em frente ao CAPSij, em manifestação na última sexta-feira (30).

Outra polêmica acentuada é com o novo coordenador Rafael Cardoso Gomes. Segundo informou duas mães à reportagem, disseram que o coordenador referiu ao protesto como atitude egoísta da parte dos familiares. Essas mães ainda informaram que o coordenador disse que a Prefeitura irá disponibilizar um transporte para levar os usuários do CAPSi à Jabaeté.

Nessa ocasião, uma das mães indagou a possibilidade de seu filho ter uma crise ou algum tipo de surto no meio do trajeto. Segundo a mãe, o coordenador afirmou, junto a uma técnica de enfermagem, que estariam no momento do transporte e, ainda disse que as crianças estão sujeitas a terem surtos e crises em suas próprias casas.

As mães rebateram a afronta. Disseram que, sim, nossos filhos podem ter crises em casa, mas eles estariam no hábitat deles, não em local desconhecido.

A reportagem está disponível ao direito de resposta da Prefeitura de Vila Velha.

 

 

 

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