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3 de abril de 2025

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Mestre Falcão, o “Berimbau de Ouro”

Mestre Falcão (microfone), é diretor Regional Sul da Federação de Capoeira do Espírito Santo (Fecaes). / Foto: Welley Pereira Rodrigues – WPR Produções e Eventos/ Contato: (27) 99237-7273.

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Entrevista/Plano de Salvaguarda da Capoeira ES
Por: José SalucciJornalista e diretor do Merkato.

O Merkato continua a sequência das entrevistas realizadas no último fim de semana, em Cachoeiro de Itapemirim, no Hotel Caiçara, onde aconteceu o “3º Encontro Estadual de Salvaguarda da Roda de Capoeira e Ofício das Mestras e dos Mestres de Capoeira no Espírito Santo”.

O evento, que aconteceu entre os dias 31 de janeiro a 02 de fevereiro, reuniu detentores da capoeira. Além de agentes culturais, com o intuito de formular o Plano de Salvaguarda do bem cultural no estado do Espírito Santo.

Merkato apresenta Aldeci Gomes da Silva, Mestre Falcão, que, ontem, completou 55 anos de idade. Natural da Serra do Caparaó, e radicado em Cachoeiro de Itapemirim desde os seus três aninhos de idade, Me. Falcão pratica capoeira há 43 anos. Durante essa jornada, já recebeu diversos títulos honoríficos, fruto de seu trabalho na capoeira. Destaque para o “Prêmio Internacional Berimbau de Ouro”, em 2023, Salvador (BA).

Como profissão, é agente de segurança privada, metalúrgico e Mestre de Capoeira. Também possui graduação em Gestão em Segurança Pública e Privada

Conheça um pouco da história do mestre e algumas opiniões sobre o 3º Encontro Estadual de Salvaguarda”

1- Mestre Falcão, o que que é capoeira para o senhor?

A capoeira para mim é tudo, é minha filosofia de vida. É minha forma de ser e viver, forma de educar meus filhos e meus netos.

A capoeira, ela tá presente no meu dia a dia, né! Se eu tô tomando banho, tô cantando uma música de capoeira; se eu tô trabalhando, fazendo o meu artesanato, construindo alguma coisa, eu tô ouvindo a música de capoeira. Então, a capoeira tá presente na minha vida de uma forma correta.

2 – E suas vivências na capoeira?

Comecei ainda menino. Eu cresci em Cachoeiro de Itapemirim, onde conheci a capoeira de rua. Depois fui fazer a minha formação em Campos dos Goytacazes (RJ). Lá, meu Mestre foi o Timbó, e depois o Mestre Trovão, que é de Salvador, Bahia.

Meu grupo, hoje, é a Escola de Capoeiragem Agogô de N’zambi, criado em 2015, a qual sou presidente fundador.

Plano de Salvaguarda sendo discutido em Cachoeiro de Itapemirim. Na ocasião, apresentação do “GT Mulheres na Capoeira”. / Foto: Welley Pereira Rodrigues – WPR Produções e Eventos/ Contato: (27) 99237-7273. Clique na imagem!

3 – Vamos falar do Plano de Salvaguarda. Sua análise sobre o evento e a importância desse dia, que já se tornou história para a capoeira no ES?

A gente sai daqui com uma gama de conhecimentos. A gente vai colocar em prática como a elaboração de projetos… E minha análise do evento é que, espero que nos traga avanço pra gente poder conquistar mais espaço na escola, seja onde for, para a melhoria da qualidade de vida do profissional de capoeira.

4 – O que mais gostou no evento?

No meu ponto de vista, o carro forte, aqui, foram as apresentações dos trabalhos de grupo: os GTs. Foram muito bons! Trouxe uma gama de conhecimentos muito bons, acredito que não só para mim, outras pessoas conseguiram abrir a mente para outros âmbitos da capoeira, né! Então acho que foi muito válido para mim, foram os GTs.

5 – E saber que esse encontro, realizado em Cachoeiro de Itapemirim, sua terra de criação, ter recebido um evento relevante do universo da capoeira, descentralizando a informação do eixo da capital Vitória e vindo para o Sul do ES, o que que o senhor tem a dizer?

É muito importante para nós aqui da região Sul. Nos sentimos reconhecidos, valorizados, enxergados pelo um órgão federal, que é o IPHAN.

E tirando o evento da capital e trazendo para Cachoeira de Itapemirim… Entendo que, os próximos eventos devem ser no Norte, Noroeste do estado do ES… Então, acredito que é muito importante, é uma visibilidade muito boa para o capoeirista da região, que às vezes não tem condição de sair da sua cidade para ir para outra.

À esquerda na foto, Mestre Falcão, ao seu lado, Mestre Fernando, ambos ministraram o “GT Racismo Religioso na Capoeira”/ Foto: Welley Pereira Rodrigues – WPR Produções e Eventos/ Contato: (27) 99237-7273. Clique na imagem!

6 – Me. Falcão, o senhor é diretor Regional Sul da Federação de Capoeira do Espírito Santo (Fecaes). Sobre sua tutela estão 30 municípios da região Sul do ES que possuem alguma organização capoeirística. Para gerir esse trabalho com assertividade, qual será o seu método para efetivar o Plano de Salvaguarda na região em que atua?

O que pretendo fazer, em breve, é reunir os capoeiristas, principalmente, àqueles que não estiveram no 3º Encontro Estadual de Salvaguarda, levar o produto final pra Fecaes. Também fazer os encontros  pra fomentar a ideia de que a gente precisa de estar trabalhando as propostas que foram debatidas no evento e, também incentivar a participação dos capoeiristas nos próximos eventos que vierem.

7 – Encerrando a entrevista. Me. Falcão, o senhor é um capoeirista de muitos títulos. Destaque alguns e por quê?

O “Prêmio Internacional Berimbau de Ouro”, 2023, em Salvador- BA. Esse foi o de maior relevância pra mim, porque é um prêmio anual que acontece na cidade de Salvador. A ocasião, reconhece Mestres e Mestras de capoeiras em sua relevância de trabalhos em nível internacional.

Recebi esse título por ter criado um projeto social, o qual realizo há mais de 10 anos: “Água de Beber”, onde atuo como diretor, treinador, entre outras funções. Ele acontece em uma escola municipal, em um bairro periférico de Cachoeiro de Itapemirim.

Outro título que me orgulha, é o de “Patrimônio Vivo da Cultura Popular de Cachoeiro de Itapemirim”, tem que ter mais de 20 anos de mestria e um trabalho consolidado de preservação da cultura popular no município.

O sentimento é de satisfação, de prazer, alegria do reconhecimento. Além de ser Portador da Comenda Zumbi dos Palmares em Cachoeiro de Itapemirim.


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