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No meio do caminho tem uma pedra

Imagem: Divulgação.

Hoje, dia 25 de julho, é o dia do escritor! Parabenizo a todos (as) aqueles (as) que nos deliciam com as palavras e tornam nossa vida mais prazerosa!

E acho que, nesta data, vale pensar um pouco sobre o que é ser escritor. Será que qualquer um pode preencher páginas em branco com palavras, e daí surgir um texto que valha a pena ser lido? Ou será que existem seres iluminados, que já nascem com o dom da escrita?

Durante muito tempo, era nisso que eu acreditava: que algumas pessoas nasciam premiadas e que escrever seria, para elas, tão natural quanto comer ou dormir.

Não penso mais assim. Sou educadora e, como educadora, acredito que qualquer pessoa possa aperfeiçoar sua escrita e se tornar um escritor ou escritora. Mas para isso é preciso muita criatividade e dedicação. Escrever não é tarefa fácil. Até mesmo grandes autores relatam que o processo de escrita gera muito suor e lágrimas, exige prática e, muitas vezes, significa algumas noites sem dormir. Não basta ter o que dizer, é preciso também saber como dizer. O escritor tem um compromisso com o leitor: entregar uma obra de qualidade ética e estética, que vá além de clichês e mesmices.

Sim, talvez existam aquelas pessoas que têm mais facilidade com as palavras. Machado de Assis, o meu escritor preferido, por exemplo, não consigo imaginar tendo bloqueios criativos. A imagem que tenho é de alguém que interagia com seus textos com facilidade, indo além das palavras escritas, chegando às palavras sentidas. Mas certamente ele teve que ultrapassar as pedras no caminho até se tornar conhecido e respeitado.

Mesmo assim, não acho que escrever seja um dom com o qual se nasce e que não pode ser adquirido com o tempo. Acredito que, com determinação e perseverança, todos podemos (e devemos) nos atrever a deixar para a posteridade nossas vivências, nossas histórias, sejam elas reais ou imaginárias. Faço minhas as palavras do poeta cubano José Martí: “Há uma coisa que um homem deve fazer na sua vida: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.” Quem sabe, dessa forma, encontremos a plenitude que buscamos em nossa existência?!!!


Magda Simone Tiradentes – *Mestre em Letras pelo Mestrado Profissional em Letras (IFES). Experiência na docência de Língua Portuguesa (Ensino fundamental II), atua na Secretaria de Educação da Serra, com a Formação Continuada de Professores de Língua Portuguesa.

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