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Padre Humberto Pietrogrande e a Educação do Campo no Espírito Santo

Invista no Jornal Merkato! – Pix: 47.964.551/0001-39.


Coluna Letrados / Educação do Campo
Por Sueli Valiato / professora de Língua Portuguesa e Literatura.

Caríssimo (a) Leitor (a), o mês de abril para nós, educadores da Pedagogia da Alternância, traz-nos a memória do nascimento do ilustríssimo e amado Padre Humberto Pietrogrande, o fundador do MEPES – Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo e da primeira EFA-Escola Família Agrícola, com a coparticipação de lideranças religiosas e comunitárias dos Municípios de Anchieta, Iconha, Piúma, Rio Novo do Sul e Alfredo Chaves.

A EFA, inaugurada pelo Padre Humberto Pietrogrande, foi a precursora de centenas de outras experiências no Brasil e mundo de uma proposta de educação pensada para o campo, discutida, implementada e gerida com a participação efetiva dos camponeses, que objetivava minimizar o êxodo rural, instruir os povos do campo, bem como conscientizá-los de sua função política, tornando-os sujeitos da própria história, a fim de transformar a sua vida e do grupo social a qual faziam parte.

Filho do advogado Rinaldo Pietrogrande e de Elisa Romaro Pietrogrande, Padre Humberto Humberto Pietrogrande, nasceu em 1º de abril de 1930, na comuna de Pádua, na região de Vêneto, localizada no norte da Itália, onde concluiu seus estudos primários e secundários. Formou-se em 1953, no curso de Direito na Universidade de Pádua. Em 1955 foi nomeado Procurador da República Italiana, exercendo essa função até 1957, quando passou a se dedicar exclusivamente a vivência de sua vocação religiosa. Ingressou no Noviciado da Companhia de Jesus, em Lonigo (Vicenza), em 1956. Na Pontifícia Faculdade de Filosofia Aloisianum de Gallarate cursou filosofia, entre os anos de 1957 e 1961, nesse período  também cursou pedagogia na Universidade de Parma.

O Padre Humberto, guiado por seu forte propósito missionário, sua grande marca, chega ao Brasil em 3 de fevereiro de 1962 na cidade Salvador -BA. Conclui no período de 1962 a 1965, os créditos de teologia no Colégio Cristo Rei em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. Já sacerdote ordenado, chegou a Anchieta para iniciar seu ministério, em 1965. Entretanto, teve que retornar à Itália em 1966 para concluir sua terceira provação. Então, no ano de 1968 volta a Anchieta, quando inicia o seu grande legado, mudando-se para Teresina- Piauí em 1985, onde também edificou grandes obras promocionais.

E no dia 5 de agosto de 2015, em Teresina, aos 85 anos, vítima de um acidente vascular cerebral, o nosso querido Padre Humberto faleceu, encerrando sua caminhada de luta para garantir o que disse Jesus, segundo o evangelho de João, no capítulo 10, versículo 10: “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Esse versículo era o lema da vida dele.

É importante dizer que no discurso de posse da primeira diretoria do MEPES, no dia 20 de abril de 1968, Padre Humberto deixou bem claro seu propósito e, por conseguinte, o propósito da Educação que pensava para o campo de nosso Estado dizendo: “Vivemos num mundo em contradição. De um lado encontramos homens empenhados na conquista do espaço e do outro, milhões, talvez bilhões, de seres humanos que vivem em condições indignas de seres humanos. Vivem subalimentados, material e espiritualmente, sem capacidades e sem possibilidades de desenvolver todas as capacidades que tem. Vivem à margem da sociedade, explorados, humilhados, esquecidos da própria sociedade. Vivem na dor e nos sofrimentos mais agudos. Não tem comida, não tem estudo, não tem trabalho. Às vezes, nem parecem seres humanos. Nós queremos despertar a consciência dos homens das nossas comunidades sobre o valor da pessoa humana. O homem vale porque é pessoa”.

Caro (a) Leitor (a), o campo do ES não se encontra mais nessa situação de precarização que tanto estarrecia o nosso saudoso Padre Humberto, entretanto, o campo capixaba ainda encontra-se longe do patamar de desenvolvimento que tem potencial para estar, principalmente no que tange à educação. Ainda é evidente a ausência de políticas próprias e apropriadas aos povos do campo, ao desenvolvimento e à qualidade de vida em seus respectivos territórios.

Para finalizar, desejo que este artigo possibilite um encontro para que o conheça, uma vez que  o Padre Humberto sempre dizia que é preciso: “Encontrar-se para conhecer. Conhecer-se para caminhar juntos. Caminhar juntos para crescer. Crescer para amar-se mais”.

*O texto é de livre pensamento da colunista*


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Sueli ValiatoGraduada em Letras – Licenciatura Plena em Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa, pela UFES; pós-graduada em Educação do Campo pela FANORTE; professora de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental II, no CEFFA de Japira, em Jaguaré-ES, integrante da Coordenação Geral e da Coordenação de Plano de Curso da RACEFFAES. / Foto: Divulgação.

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