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Território do Bem têm suas memórias contadas em livro

Lançamento da obra literária, “A Essência dos Dias: histórias de vida do Território do Bem”, acontece hoje, às 19 horas, em Itararé, Vitória. (Imagem capa: Gustavo Binda/Editora Maré)

“A descoberta das histórias de vida caminha pelos becos, vielas, morros e escadarias”. Essa é a primeira frase que está escrita na parte de apresentação do livro “A Essência dos Dias: histórias de vida do Território do Bem”, escrito por Lais Rocio, jornalista, 28, além de M.ª em Comunicação e Territorialidades.

Você poderá garantir um dos 500 exemplares, que serão distribuídos nesta quinta-feira (13). O lançamento da edição literária começa a partir das 19 horas, na Varal Agência de Comunicação, Itararé, em Vitória.  A programação segue com um pocket show de Ione Reis, Luan Rosa, Renzo e Scarl88p, artistas que fazem parte do Grupo Harmonizaê e integram a Reverso Agência de Talentos, do Centro de Referência das Juventudes – CRJ Território do Bem.

A noite também contará com homenagens a moradores e moradoras pertencentes as comunidades do Bairro da Penha, São Benedito, Itararé, Bonfim, Consolação, Gurigica, Jaburu, Floresta e Engenharia. A obra literária reuni memórias de todas essas comunidades, que colaboram com transformações sociais passadas e presentes.

“Esse livro é muito pensado pra colocar as vozes das pessoas da comunidade. São 10 anos trabalhando com jornalismo literário e comunitário. Eu comecei a escrever o livro em 2016, quando estudava na Ufes; escrevi como livro reportagem. Agora, eu só atualizei. O livro foi o meu TCC. A época, o livro tinha histórias de 13 pessoas. Peguei o livro e me inscrevi no edital da Secult… Ganhei o edital em 2020… Revisei, pesquisei mais… Ficou com mais cara de livro… Totalizou mais de 20 entrevistados”, disse a escritora Lais, que já foi vencedora do Prêmio Jovem Jornalista 2014 (Instituto Vladimir Herzog – SP) e do Prêmio de Jornalismo Cooperativista Capixaba 2016 (OCB /ES).

Nas páginas de “A essência dos Dias”, a labuta da realidade desses 31 mil habitantes do Bem, são registradas com muita dedicação e fidelidade pela jornalista. O resultado desse trabalho pôde contar com a parceria do jornal Calango Notícias (mídia comunitária do Território do Bem), juntamente com a Varal Agência Comunicação, que contribuíram para que esse livro viesse a ser uma realidade e motivo de marco histórico para o Território.

“Pra mim, esse livro é mais um exemplo de quanto o Território do Bem é potente com seus moradores e lideranças, que estão empenhados e engajados em promover o desenvolvimento dessa comunidade”, disse com emoção a coordenadora Geral da Varal Comunicação, Geisiane Teixeira.

E ainda enfatizou a cofundadora da Varal, desde 2011. “O livro traz depoimentos de vivências de alguns moradores que tão aí na luta pelo desenvolvimento local. Ele traz nessa perspectiva do marketing de lugar e publicidade afirmativa, essas histórias desses moradores que a gente quer levar pras pessoas de dentro do Território para que eles se sintam orgulhosos dos fazeres daqui, das suas comunidades e de pessoas que desenvolvem ações aqui dentro, e que levam o nome do Território pra fora da região”, concluiu com entusiasmo.

Vivências

Diante desse empoderamento comunitário, quando se fala em vivências dos moradores, muitas são as personalidades, sejam elas de rostos conhecidos ou não, que puseram suas mãos, mentes e tempo para construir todo o imaginário do Território. Um morador vivo e, já histórico, que tem seu trabalho e amor comunitário narrado nas páginas do livro, é Valmir Rodrigues Dantas, 52, da comunidade de São Benedito, um dos idealizadores do Jornal Calango. Valmir fala do valor em ter uma biografia territorial destacada no livro.

“O destaque no livro com certeza é o trabalho das comunidades uma com as outras, também a valorização do comércio local, a valorização das pessoas protagonistas nessas comunidades, como o seu Oto e Dona Nailma. Também os equipamentos, como a Rota de Turismo de Base Comunitário e o Banco Bem. Eu acho que o diálogo entre as comunidades, entre as pessoas que fazem a transformação, é que faz a gente viver num mundo melhor, né? Isso a Lais coloca no livro e potencializa as pessoas em vida e valoriza o ser humano”, resumiu Valmir, que há 35 anos colabora com a liderança comunitária do Território do Bem.

Registro do projeto “Subida ao Farol de São Benedito”, uma das iniciativas retratadas no livro. / Foto: Thais Gobbo

Outra história de engajamento social e cultural narrada no livro, é a de Marly Rodrigues, 39. A moradora disse o que o livro pode vir a agregar à imagem do Território do Bem e o valor de sua história ser um espelho para outras mulheres. “Acredito que este livro seja um dos instrumentos de reconhecimento de valores construídos no ethos dos sujeitos que compõem o Território. A preservação e/ou resgate de memórias são alicerces que dão sentido à vida dos que aqui vivem. E é só revendo o passado que conseguiremos entender o presente, e assim construir bases para ações futuras, partindo de uma escuta afetiva e das produções de saberes e conhecimentos capazes de desarmar componentes midiáticos”, disse a moradora de São Benedito, que foi uma das idealizadoras do Cine Viella.

Entre tantas histórias e vivências sempre há aquela que decidi o choro, o suspiro, a reflexão. Um destaque que Lais ponderou sobre conquistas e lutas político-sociais são as histórias de como os moradores construíram os barracos. “Eles precisavam de lutar e batalhar pra ter um lugar pra morar. Colhi depoimentos de muitos moradores antigos, várias histórias de como eles ocupavam… Chegavam num lugar … Um lugar que era só mangue, só mato… Tinha muita guerra política, onde políticos criminalizavam as construções e, no dia seguinte, derrubavam os barracos construídos. Porém, no dia seguinte, eles iam lá, de madrugada, e levantavam o barraco de novo”, pontuou.

Nesse momento, a escritora prosseguiu sua fala com satisfação, em ter um trabalho realizado para se tornar parâmetro de obra do jornalismo literário e comunitário para comunidades do Espírito Santo. “Foi com essa resistência de ocupar um espaço… de conseguir resistir a essa violência política de chegar a expulsar os moradores dali…  e construir os barracos… Eles conseguiram conquistar as casas de alvenaria… Os projetos do Banco Bem de linha de crédito para moradia, nos dias de hoje, marca essa luta pela moradia, foi muito importante”, destacou essa parte como o clímax do livro a jornalista Laís Rocio.

De acordo com a escritora, seu desejo é continuar escrevendo literaturas de histórias reais. A jornalista ainda disse que o início do trabalho do livro passou por um labor individual, porém com o processo das pesquisas foi se tornando mais coletivo o engenho da obra. Dessa forma, os resultados das páginas escritas culminaram em um sentimento de pertencimento ao Território do Bem. “As pessoas se sentiram representadas… Os moradores chorando… Isso foi importante no livro. Como as pessoas gostaram! Porque é uma mágica mesmo você se sentir representado dessa forma. Consegui alcançar o emocional das pessoas”, reportou com alegria a jornalista.

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