Coluna Polítikus
Por: José Salucci – Jornalista e Teólogo
Diante de uma avalanche de notícias que revelam a corrupção no mais alto escalão das instituições do País, envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, presidência do Senado e Câmara dos Deputados, evidenciando um verdadeiro consórcio político, parece que a face grandiosa do Todo-Poderoso abandonou a nossa terra. Pelo menos, esta é a sensação para este pobre pecador.
Nesta crônica, nem preciso me estender nas benesses entre Alexandre de Moraes e Vorcaro. Uma parceria que, além de ter beneficiado a esposa de “Xandão”, essa “amizade” com o Banco Master ainda rende cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os dois filhos do ministro: Alexandre e Giuliana Barci de Moraes.
Após o fotógrafo do “O Globo” ter registrado uma imagem icônica daquelas risadas, revelando o espúrio coletivo da toga, o brasileiro de bem se sentiu envergonhado e enojado, pelo menos, eu me senti. E a vida continuará para esses calhordas, devidamente envernizada por certas matérias da Grande Imprensa.
Diante desse colosso, que não vem de agora, cito alguns profetas menores do Antigo Testamento que viveram na pele o desmantelamento da moral e ética sociais. Amós, conhecido como o profeta da justiça social, era um simples pastor do Sul que foi pregar no Reino do Norte (Israel). Ele condenou a vida corrupta nas cidades e as injustiças sociais praticadas por aqueles que torciam a justiça nos tribunais e acumulavam bens com violência.
Outro profeta que foi na mesma direção é Miquéias, o qual profetizou no Reino do Sul (Judá). Ele denunciou líderes, juízes e sacerdotes que aceitavam subornos e cobravam caro para tomar decisões, além de comerciantes que usavam balanças falsas para enganar o povo. Miquéias resume o que Deus exige em seu livro, no capítulo 6, versículo 8: “… praticar a justiça, amar a bondade e andar humildemente com Deus.” Na mesma linha, Sofonias e Habacuque denunciavam a violência, a opressão dentro de Jerusalém e a confiança na riqueza injusta em vez da fé em Deus.
Estes tempos do período histórico da Antiguidade supracitado situam-se no século VIII a.C. (entre os anos 760 a.C. e 700 a.C.). Têm alguma semelhança com os dias de hoje?
Apesar de o “Sete de Setembro” ser uma data que expressa liberdade, ir às ruas de mais de 15 cidades do país, incluindo grandes capitais, não é o bastante para derrotar os sacerdotes, juízes e profetas vorazes por poder, dinheiro e fama. Nossa luta vai muito além de um Executivo liderado por um analfabeto clássico, que possui uma récua a seu favor no dia da votação.
Quando olho não só para o cenário político brasileiro, mas também para o social, religioso e econômico, penso que Deus arrumou toda a sua corte e foi buscar paz numa terra que mana leite e mel — bem ao estilo de Dom João VI, que trouxe 15 mil pessoas para o Brasil, em 1808, ao deixar Portugal e se aventurar em alto-mar. Pois é… que me desculpem os fervorosos cristãos protestantes, evangélicos, católicos e ortodoxos, mas espero que Deus apareça para salvar o Brasil.

Afinal, o “Messias” está preso, mas enviou seu filho para o resgate da nação. Porém, com tanta astúcia arquitetada por toda a cúpula vigente nas instituições que decidem o rumo do país, não sei, não… É capaz de o ano terminar e Moraes não ter sido afastado do STF. Já imaginou essa praga maldita assumindo a presidência do Supremo em 2027? Imagina o Lula ganhando as eleições? Continuaremos vivendo tempos muito parecidos com os dos profetas Amós, Miquéias, Sofonias e Habacuque.
Apressa-te, Deus! Parece mesmo que o Senhor foi embora do Brasil!
*O texto é de livre pensamento do colunista*



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