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Cem dias sem o capitão

Jornalista e editor do Jornal Merkato. / Foto: Group Planet)

(Foto capa): Group Planet

Em um jogo de futebol, quando o capitão, por algum motivo excepcional, tem que ser substituído da partida, a torcida fica desolada. Essa parte no esporte é natural, assim como na política. Porém, no futebol, torcedor que é torcedor, aplaude o capitão! As vezes vaia também. Mas reconhece o seu esforço em honrar a camisa do clube, aliás, são os capitães que seguram a onda na hora do sufoco em que o time tá tomando ataque do adversário.

O jogador que vai substituí-lo gera grande expectativa na torcida. E como eu disse: torcedor, que é torcedor, torce!

A nossa seleção, o Brasil, o viril capitão deixou muitos gols marcados, outros perdidos. Tomou alguns cartões amarelos de certos juízes, o pessoal da toga e, muitos cartões vermelhos da imprensa, que considero o VAR.

Mas tudo bem, faz parte do campeonato. Saiu o jogador que vestia o manto sagrado 22 e entrou uma figurinha tarimbada, o camisa 13. Voltou de lesão, após um bom tempo parado por ter sido condenado por ter praticado jogada criminosa. Tomou um duro cartão vermelho de vários juízes, de diferentes instâncias. Bom, no futebol, quem manda é o juiz. Quando este apita, o lance não volta. Ah, me esqueci! O juiz, ou melhor dizendo, os juízes que apitam na política sopram o apito igual criança soprando a língua de sogra.

Eu, como um bom torcedor do Brasil, aplaudi de pé a saída do capitão e recebi o atual jogador, meio desconfiado, afinal de contas, jogamos no mesmo time, no mesmo país. Somos brasileiros e temos, sim, que ser patriotas e sentir orgulho de vestir a camisa verde e amarela.

Apesar de saber que o atual jogador já está velho, que suas jogadas são as mesmas, e já ter ideia onde a bola vai cair pra ele, sou daqueles que espera a partida terminar para fazer as devidas análises do jogo. Para o “futebol político brasileiro”, a idade avançada, a tal experiência, não tá valendo muita coisa, até mesmo porque tem uma turma nova que chegou no campo do Congresso que gosta de jogar pela direita, tá dando trabalho pro time master do 13. Os moleques são bons de “bola”.

Faz 100 dias que o jogador camisa 13 pisou nos gramados da política brasileira. E o que tem de bola murcha pra contar, não é brincadeira! Ficamos de fora de um documento da ONU que condena os abusos da ditadura de Daniel Ortega, na Nicarágua, em que mais de 50 países foram signatários; o atual jogador está culpando a “seleção” da Ucrânia por também fazer parte da guerra; o camisa 13 ignora a violência da Rússia que iniciou os ataques.

O Brasil do camisa 13 flerta com os times de Cuba, Nicarágua, Venezuela e, agora a China e Rússia, grandes ditaduras que sempre querem burlar as regras do campeonato. Desse jeito, “a seleção brasileira” não pega vaga no G7. O já velho jogador, atrelou a imagem da “seleção brasileira”, junto desses jogadores podres.

Nesse meio campo, tem os comentaristas do “esporte político”, que mais parecem assessoria de comunicação do que imprensa. Na verdade, ser imprensa, no Brasil, sempre foi ter um time escondido no coração, ter um lado do jogo, mas o jornalista não podia aparecer com a camisa do clube. Mas na redação, o coração arde de paixão e fetiche, na hora de transmitir a notícia, a gente vê o amor em impedimento. O estádio inteiro vê o impedimento. O Brasil inteiro vê o impedimento. Mas eles não veem. E se a bandeira levanta contra eles, dizem: foi golpe!

Ainda mais, quando o time do lado contrário “ameaça” fechar a torneira dos privilégios, fazer um esquema tático de fechar a zaga e não deixar passar nada. Aí vale até o argumento de que o camisa 13 seria uma boa opção para a democracia do “futebol brasileiro”. E agora tão falando que o camisa 13 tá jogando bem. Pode isso, Arnaldo?

Vera Magalhães disse em sua coluna: “A filosofia que norteou a construção do arcabouço fiscal é boa, transparente e está em linha com o que foi prometido por Lula na campanha: trazer os mais pobres para o Orçamento e fazer quem está a margem do sistema de tributação, por privilégios históricos ou malandragens como essa de enviar os pacotes dos compradores da China em nome do Brad Pitt, pagar o que a lei manda”.

O camisa 13 quer desbancar o dólar, que é lastro no mercado mundial; fez chacota com o plano do PCC para matar o senador Sérgio Moro. Que jogada criminosa! Cadê a turma dos Direitos Humanos? Sem contar nessa CPMI do 8 de janeiro. Tem que pedir ao VAR pra olhar as imagens. Até o futebol mudou, menos a política.

Também tem jogada no Oriente, o conchavo com a ditadura iraniana. O time do governo federal autorizou que duas embarcações de guerra iranianas atracassem no Brasil. Pode isso, Arnaldo? Também retornou a ideia de que o BNDS deve financiar projetos de engenharia em países vizinhos: os jogadores da Odebrech agradecem. Além de não entrarem em campo, os salários são altos. E também tem a jogada do orçamento secreto, jogada que o camisa 13 julgava ser mal pelo jogador antecessor e, agora, faz passes de profundidade, colocando alguns atacantes de outros partidos para fazerem gols no parlamento e aumentar o placar a seu favor.

Outra bola fora, em fevereiro, no aniversário do PT, José Dirceu (‘jogador’ condenado a 10 anos e 10 meses de reclusão por ter participado do esquema do Mensalão – um campeonato que o STF não considera válido, mas que dá dinheiro) apareceu pra jogar alguns minutinhos e foi ovacionado pela torcida militante. Sem contar na baixa do desemprego, aumento da gasolina, nada dessa picanha chegar, ainda mais que o jogador já tá velho, não tá mais correndo como antes, agora, só manda ir atrás da bola; nem apareceu nas escolas, onde ocorreram lamentáveis ataques de violência a alunos e professores.

Pra não falar que só teve jogada de várzea, o camisa 13 deu uma bicuda, daquelas que só ele sabe fazer… Deu um chutaço de fora da área… Grande aumento do salário mínimo. Só que não. Foi pela linha de fundo: apenas R$ 18 reais de aumento. O problema tava é na bola e no gramado, o jogador antecessor castigou a economia, né? Foram apenas R$ 54 milhões de superávit.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) reviu para cima a expectativa de inflação para 2023. Na nova projeção, o valor subiu de 4,9% para 5,6%. Os jogadores do time 13 têm salários e direitos de imagens muito altos, gostam até de mudar os móveis do Itamaraty.

Enfim, as jogadas ruins são muitas. O jogo econômico tá lento. As jogadas no Parlamento estão truncadas e a imprensa política esportiva ainda fala bem, tendo a Miriam Leitão como repórter de campo do camisa 13. Tem também aqueles jogadores ministros que a gente desconfia que não irão terminar o 1º turno do campeonato. Simone Tebet tá correndo o risco de fazer jogadas sozinha, não tão tabelando com ela.

Cem dias sem o capitão, o camisa 13 tá perdido em campo. A torcida, lá no fundo, sente saudade. Mesmo que ele, as vezes, tinha algumas jogadas grosseiras, mas sabia passar a bola e fazia alguns gols com vontade e raça. Como diz o lendário Dadá Maravilha: “Não existe gol feio. Feio é não fazer gol”. Nessa falta de gols, a torcida deixa de vibrar e começa a ficar impaciente, afinal de contas, até o Bolsa Família já caiu na tabela. Resta saber se o time do 13 vai passar este ano com a mesma pergunta que fazem pro Vasco da Gama: vai cair?

 

**O texto é de livre pensamento do colunista**


José Salucci – *Jornalista. *Pós-Graduando em “Gestão em Organizações do Terceiro Setor e Projetos Sociais”/Unopar. Possui experiência há sete anos no Terceiro Setor, também contribuiu para edição do livro “Ensaios Acadêmicos: do currículo tradicional ao empreendedorismo”, lançado em 2022, com autoria de um capítulo: “Currículo e Poder”.

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