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17 de julho de 2024

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Evento “Antes meu filho era forjado, hoje ele é baleado”, têm inscrições até sexta-feira (24)

O evento de segurança nas periferias acontece neste sábado (25), das 8h30 às 18h, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prezideu Amorim, no bairro Bonfim. / Foto: Século Diário.

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Terceiro Setor / Segurança Pública
Por José SalucciJornalista e editor do Merkato.

O Instituto Conexão Perifa está com inscrições abertas até amanhã, às 18 horas, para o evento “Antes meu filho era forjado, hoje ele é baleado”. Na ocasião, haverá uma escuta às demandas das comunidades periféricas do Território do Bem sobre segurança pública. O evento também promove rodas de conversas e propõe ações, com o objetivo de entregar o resultado da escuta em forma de documento às autoridades competentes.

O evento acontece no dia 25 de maio, das 8h30 às 18h, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prezideu Amorim, no bairro Bonfim, no Território do Bem, em Vitória. Ao todo, 80 vagas foram abertas. O evento é gratuito. Faça sua inscrição neste link.

Esse evento, que envolve segurança pública dentro das comunidades periféricas capixabas, sobretudo no Território do Bem, visa debater as abordagens da polícia feita nesses territórios periféricos. O evento é uma culminância do projeto de pesquisa “Fala, Morador!, de dezembro de 2023, realizado pelo Instituto Conexão Perifa e Coletivo Beco. Para a ocasião, foram contratados três pesquisadores, que conversaram com 569 moradores e moradoras dos nove bairros que compõe o Território do Bem (Bairro da Penha, Bonfim, Consolação, Engenharia, Floresta, Gurigica, Itararé, São Benedito, e as comunidades do Jaburu).

Pesquisa

A pesquisa “Fala, Morador!”, finalizada em dezembro de 2023, realizou 15 perguntas, onde 569 moradores e moradoras responderam. O teor das perguntas perpassa entre o sentimento de segurança em morar no próprio bairro, a relação de confiança ou não entre os moradores com a polícia e se a mesma atua com eficácia na comunidade em momentos das abordagens. Além de constar casos de morte e assassinatos, traumas psicológicos por violência sofrida pela polícia, questões familiares que envolvem a violência policial, entre outros assuntos semelhantes aos já citados.

A reportagem faz um recorte da pesquisa, onde se pergunta se os moradores entrevistados acham a polícia violenta, a resposta é que 46,3% marcaram o campo ‘ÀS VEZES’. Dando sequência no raciocínio, a pesquisa propôs aos entrevistados a pensarem se ‘A polícia é capaz de diferenciar morador de criminoso’? –

Resposta Porcentagem
NUNCA 24,1% –
RARAMENTE 22,5%
ÀS VEZES 39,0%
SEMPRE 45,2%

Um dado alarmante comprovado pela pesquisa é que, 74,7% dos entrevistados conhece alguém que já foi assinado pela polícia entre 2016 e 2023. Confira todos os dados completos da pesquisa “Fala, Morador! no @conexaoperifa.

Movimentos Sociais

A coordenadora do Coletivo Conectando Mulheres, Roseane da Conceição de Oliveira, que faz parte da organização do evento e que, também irá compor uma das mesas de debate como mediadora, manifestou sua opinião diante da relevância do trabalho da pesquisa mais a explanação que ocorrerá no evento de segurança periférica neste sábado.  “Eu acredito que a força desse evento vai ser em mostrar com números, dados e relatos, que a PM precisa, urgentemente, ser renovada. Pois, provará que a instituição que, na teoria, deveria proteger as pessoas mais vulneráveis, está sendo usada para eliminá-las e ainda culpabilizá-las por isso”, disse a presidenta do Conselho da Mulher de Vitória, que também é Designer de Moda, moradora do bairro Caratoíra.

A presidente do Instituto Conexão Perifa explica o motivo do evento. “A ocasião deste sábado é pra gente debater a segurança pública nos territórios periféricos, sobretudo no Território do Bem. Ele traz a luz o que tem acontecido com várias mortes de jovens negros e periféricos. Com isso, queremos construir um documento para ser entregue as autoridades competentes como o governador, prefeito, toda essa camada que tem obrigação de fazer cumprir a lei e, também, o órgão fiscalizador”, disse Crislayne Zeferina.

Segundo a presidente, a ocasião será uma oportunidade de realizar uma construção coletiva, uma forma de dar voz às comunidades, que estão gritando por uma nova política de segurança pública e não estão sendo ouvidas.

Dessa forma, o evento também trará uma novidade: “Vamos inaugurar nossa revista “Fala, morador”, que é uma mídia do Território do Bem, que abarca várias violações de direitos e, também fazemos uma pesquisa socioeconômica do território”, completou.

Com desdobramentos dessa temática, o evento acolherá famílias que perderam parentes para a violência policial nas comunidades, para o encarceramento em massa, e, também está aberto para ativistas, movimentos sociais e demais entidades de defesa dos direitos humanos.

O nome do evento, informa Crislayne, veio do desabafo de uma mãe em sofrimento diante da perda do filho. “O nome do evento ecoou da voz de uma das mães que perderam seu filho pela PM [Polícia Militar] em uma das atividades do Coletivo Beco, o que nos chamou a atenção para discutir o quantitativo de mortos”, diz. Crislayne explica que forjado nada mais é do que quando a PM não encontra nenhum indício de crime e coloca droga nos pertences da pessoa para acusá-la de envolvimento com ações ilícitas.

Programação

“Antes meu filho era forjado, hoje ele é baleado” contará com a Roda de Conversa Lélia Gonzalez, sobre genocídio da população negra; a Roda Ana Flauzina, cujo tema será segurança pública e política de encarceramento; e a roda “Cadê meu filho, Senhor Estado? – A caneta por trás do fuzil”. As duas primeiras fazem referência, respectivamente, à professora universitária negra nascida em Minas Gerais e à advogada e especialista em Justiça Criminal.

O evento começará às 8h30 com o café da manhã. Em seguida, às 9h, tem início a Roda de Conversa Lélia Gonzalez, que contará com as representantes do Desencarcera – ES, Ariane Ferreira e Marcella Silva; Crislayne Zeferina; o promotor de justiça aposentado Saint’Clair Júnior; a socióloga Thairiny Alves e a moradora do bairro Bonfim, Eduarda Oliveira. Logo depois, será realizado um debate sobre os temas abordados.

Ao meio dia será o almoço, mas antes acontecerão apresentações musicais de jovens da comunidade. Na parte da tarde, às 13h, começa a Roda Ana Flauzina, com Giselle Florentino, representante da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJ Racial RJ), organização que atua com ações de enfrentamento à violência de Estado; a representante do Desencarcera – ES, Ana Nery; a diretora da Associação de Moradores do Centro (Amacentro), Rozilene de Sá; o advogado do Núcleo Jurídico do Conexão Perifa, Gabriel Chaia; e os representantes da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim), Pedro Ramos e Ligia Mafra.

Após o debate, inicia-se a terceira mesa, que é a roda “Cadê meu filho, Senhor Estado? – A caneta por trás do fuzil”, com Dona Santa e Dayane, moradoras do bairro Bonfim; Cristiane Oliveira, Jane Araújo e Andreia Silva, residentes no Bairro da Penha; e Adriano Rodrigues, de São Benedito, bairros que integram o Território do Bem.

Fonte: ES HOJE / Rede Social Conexão Perifa


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