Coluna Polítikus
Por: José Salucci – Jornalista
Sem gestão, a política não subsiste. Diante dessa afirmativa, chamo atenção para a intensa polarização política brasileira, dividida entre debates histéricos, embates partidários e combates ideológicos, surge com frequência a sensação de que não sobrará pedra sobre pedra na economia, na ordem civil ou nas bases institucionais do país. O barulho das disputas eleitorais costuma tomar a cena pública e monopolizar as atenções, criando a falsa impressão de que a política se resume ao jogo discursivo pela conquista do poder.
É precisamente nesse cenário conturbado que o trabalho silencioso da gestão pública precisa continuar. Com ou sem precedentes, a sobriedade administrativa é imperativa para governar, e governar não é tarefa exclusiva dos agentes políticos eleitos. Exercendo um papel fundamental na condução do Estado, os gestores públicos formam a espinha dorsal tecnocrática encarregada de transformar diretrizes orçamentárias e discursos eleitorais em políticas públicas concretas para a população.
No Espírito Santo, essa atuação técnica ganha destaque na trajetória de Marcos Soares, Secretário de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb). A gestão de políticas essenciais exige mais do que o domínio teórico de manuais; demanda capacidade administrativa adaptável, articulação pragmática e liderança orientada a resultados. Com sólida formação em Administração pela Faculdade Integrada de Aracruz (FAACZ), Marcos Soares estruturou sua base técnica voltada à eficiência operacional, desenvolvendo uma visão de planejamento e organização de processos perfeitamente aplicável aos complexos desafios do setor público.
Essa bagagem profissional traduz-se em uma vivência diversificada nos diferentes níveis da governança capixaba. No âmbito municipal, atuou como vereador e esteve à frente da Secretaria de Educação do município de João Neiva por dois mandatos, experiência que expandiu posteriormente ao assumir também a pasta da Educação em Fundão. No Governo do Estado, antes de ocupar a titularidade da Sedurb, exerceu a função de Subsecretário de Estado para Assuntos Administrativos. Além disso, a atuação como assessor parlamentar do deputado federal Da Vitória conferiu-lhe traquejo na articulação institucional, viabilizando o diálogo direto entre o Congresso Nacional e as Prefeituras para viabilizar o repasse de recursos federais aos municípios.
Com a conclusão do seu mandato à frente da Sedurb prevista para este mês de dezembro de 2026, a consolidação desse ciclo evidencia a relevância de um perfil técnico capaz de responder às demandas estruturais do Espírito Santo. Trata-se de um trabalho de bastidor que muitas vezes passa despercebido pela grande massa, mas que é amplamente reconhecido pelos analistas da polis e pelos operadores da administração pública. À frente de uma pasta estratégica, responsável pela habitação, articulação urbana e diretrizes de saneamento integradas a órgãos como a Cesan, Marcos Soares comprova estar apto a dar continuidade à gestão pública de forma eficaz no cenário capixaba.
É neste ponto que a informação jornalística de qualidade se faz indispensável para o leitor. Em um ecossistema saturado por desinformação e pautas superficiais, o jornal Merkato reafirma o compromisso com o jornalismo responsável e factual, quebrando o tabu retrógrado de que a imprensa não deve reconhecer o bom trabalho de um agente público. Diferente daqueles que subordinam a gestão ao desejo de alçar voos eleitorais imediatos, o verdadeiro gestor atua como um agente desenvolvimentista em larga escala.
Compreende-se que, Marcos Soares exemplifica esse modelo: um gestor que acredita na transformação social por meio da técnica, da transparência e do compromisso com o interesse público. A existência e a relevância dos atores políticos dependem diretamente da gestão política.
*O texto é de livre pensamento do colunista*



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