Reforma Tributária: especialista explica o que muda na prática para empresas e consumidores

Contador Diorge Liberato detalha as principais mudanças previstas, aponta os setores mais impactados e orienta empresários sobre como se preparar para o novo cenário fiscal brasileiro. (Foto: Divulgação)
Empreendedorismo
Por: Redação

A Reforma Tributária segue como um dos temas mais debatidos e relevantes do cenário econômico nacional, prometendo alterar de forma significativa a relação de empresas e consumidores com o sistema de impostos no Brasil. Mais do que uma simples mudança legislativa, a proposta representa uma transformação estrutural no modelo de arrecadação do país.

De acordo com dados históricos monitorados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e contextualizados pelo perfil macroeconômico nacional, a carga tributária brasileira historicamente se posiciona na casa dos 33% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo fortemente dependente e concentrada sobre o consumo de bens e serviços, que responde por mais de 44% dessa arrecadação. A reestruturação desse modelo exige, portanto, atenção redobrada de todo o setor empresarial.

Segundo o contador especialista em planejamento tributário e financeiro, Diorge Liberato, as mudanças previstas impactam diretamente a organização financeira e estratégica das organizações. “A Reforma Tributária muda diretamente a maneira como empresas calculam seus custos, precificam seus produtos e organizam seu planejamento financeiro. Não se trata apenas de pagar imposto, mas de rever toda a estratégia empresarial”, explica.

Impactos setoriais e o peso do consumo

De acordo com o especialista, alguns setores sentirão os efeitos de forma mais intensa, principalmente empresas do setor de serviços e negócios que operam sob estruturas tributárias mais complexas. “Há segmentos que podem enfrentar aumento de carga tributária, enquanto outros podem ser beneficiados pela simplificação e maior previsibilidade fiscal. Por isso, cada empresa precisa analisar seu cenário individualmente”, ressalta.

Estudos oficiais do Governo Federal reforçam o argumento de que a unificação e a migração para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual — composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — visam combater a cumulatividade e corrigir distorções históricas.

Projeções técnicas de longo prazo indicadas em análises de políticas públicas do governo estimam que a simplificação do sistema tributário nacional tem o potencial de gerar um crescimento adicional para a economia brasileira de 12% a 20% em um horizonte de 15 anos, além de impulsionar a criação de milhões de empregos com o aumento do poder de compra da população.

O fator tempo: antecipação como estratégia de sobrevivência

Para Diorge, o momento é altamente estratégico para que os empresários iniciem um processo de adaptação e revisão de seus planejamentos financeiros. “Esperar a reforma entrar em vigor para agir pode custar caro. O empresário que se antecipa consegue ajustar processos, rever enquadramentos tributários e minimizar impactos financeiros futuros”, afirma.

O contador reforça ainda que a nova realidade tributária deve ser encarada como uma oportunidade de reestruturação e crescimento. “A Reforma Tributária não deve ser vista apenas como uma obrigação fiscal, mas como uma oportunidade para reorganizar financeiramente a empresa, aumentar sua eficiência e fortalecer sua competitividade no mercado”, conclui.

Diante de um cenário de mudanças profundas, especialistas alertam que informação, planejamento e antecipação serão fundamentais para garantir segurança financeira e sustentabilidade empresarial nos próximos anos.

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